quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Quebrando a Casca


Nunca dei a importância devida a certas coisas a minha volta.
Meu mundo se resumia a receber o alimento e entregar-me ao sono precioso.
Não havia guerra, fome, miséria, violência, poluição, terrorismo, corrupção.
Não havia medo, desespero, dor.
A paz reinava.
Por que então tive que me revoltar?
Agora consigo enchergar o que antes recusava a ver.
A vida não é um paraíso como eu imaginava.
Mesmo assim fui teimoso e decidi quebrar a casca.
Deveria ter saído com a pata direita.
Agora tô no meio do fogo cruzado.
Se pudesse prever que seria assim, nunca teria saído de minha fortaleza.
Agora é tarde para arrependimentos.
A vida está por um fio e ele pode se arrebentar a qualquer momento.
Vivo num mundo sem lei.
O futuro pode não existir.
Acreditar na mudança é ilusão.
Desistir de lutar é o meu desejo mais íntimo.
Somente não consigo concretizá-lo.
Assim estou eu aqui quebrando a casca.
E seja feita a vossa vontade, seja ela qual for.
Só não me peça para aceitá-la de bom grado e oferecer a outra face.

Autora: Bruxinhachellot

Com a onda de violência no Rio de Janeiro e no mundo o que será que nos espera no próximo ano? Que os Deuses nos protejam e vivamos mais intensamente, pois como dizia o poeta Ferreira Gullar: "...a vida vale a pena embora o pão seja caro e a liberdade pequena."
Feliz 2007!

Por Bruxinhachellot


quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Solstício de Verão (Litha)

"Litha marca o primeiro dia do verão e se situa entre Erelitha e Afterlitha no calendário germânico antigo e é um dos oito sabás neopagães. As flores, as folhagens e os gramados encontram-se abundantes e verdes. Muitos dos círculos de pedra como Stonehenge e dos monumentos pré-celticos estão alinhados com o nascer do Sol."
"Na noite de Litha (Solstício de Verão), fadas, duendes e toda sorte dos elementais correm pela Terra, celebrando o fervor da vida. Litha é o sabbat do verão, o auge do Deus Sol e da Mãe natureza. Em Litha a Deusa é a senhora plena, bela e grávida. Acredita-se que tudo aquilo que for sonhado, desejado ou pedido na noite de Litha se tornará realidade."

"O solo floresce
Rios e cachoeiras purificam corpo e alma
Em seu ponto máximo
Vens plena e bela
Fertilizar os campos e
Espalhar seus filhos pela terra."

Bruxinhachellot

"Solstício (do Latim sol stitiu = Sol Parado). O Solstício de Verão ocorre quando o Sol atinge um máximo deslocamento ao sul. Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento, em latitude, do Equador.
Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21 ou 22 de dezembro e em 21 ou 22 de junho. A data varia devido aos anos bissextos, que oscila entre o caledário das estações em um dia.
No Hemisfério Sul, o de dezembro é o solstício de verão e o de junho é o solstício de inverno. O oposto acontece no Hemisfério Norte. Por causa do solstício existem os Trópicos de Câncer e Capricórnio."
"Com a proximidade do solstício de verão, os raios solares atingem o hemisfério sul terrestre com pequena inclinação, intensificando os efeitos da radiação solar. Por isso é necessário alguns cuidados especiais: uso de protetor solar, óculos escuros e chapéu.
Na maior parte do Brasil, o verão é conhecido como a estação das chuvas e é marcado pela passagem frequente de frentes frias. Nos finais de tarde as pancadas de chuva são comuns e geralmente acompanhadas de trovoadas e rajadas fortes de vento na região sul, sudeste e centro-oeste."
O verão começa oficialmente hoje, dia 21 de dezembro, às 10:42 hora de Brasília.

Tenham um feliz e próspero Solstício de Verão.


Por Bruxinhachellot.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Meditação

Quando sinto as sombras rondando minha mente, mentalizo um lago sereno e deixo-me levar pelo silêncio reconfortante. Esvazio a mente e me concentro nos movimentos de meu corpo: minha respiração suave e a pulsação de meu coração. Penso no sangue que corre em minhas veias, no trabalho incessante de meus órgãos e em meu sistema nervoso. Relaxo e sinto o ar entrar e sair em meus pulmões. Não há pressa. O tempo deixa de existir. Foco meu pensamento no sussurro do vento, no quebrar das ondas nas rochas, no canto das aves, no zumbido dos insetos. Entro em sintonia com meu eu interior e assumo o controle de minhas emoções. Sinto o calor do Sol e as carícias da Lua invadindo corpo e mente. Raios multicolores penetram nos poros e se espalham por todo o meu ser. Os pólos principais se enchem de luz afastando qualquer sombra que possa me tragar para o abismo sem fim. Nessa dança de cores, luzes e odores sinto-me mergulhar no lago de meu ser e, ao submergir estou limpa e revigorada. Nada pode abalar-me, pois unifiquei espírito e corpo aumentando o poder de minhas entranhas. Ao retornar, suspiro lentamente e sigo...

"A mente é como um lago, sua superfície está coberta por ondas de pensamento. Na maior parte do dia a mente é lançada de um pensamento a outro, puxada por desejos e aversões, emoções e memórias, prazeres e desprazeres."
"Durante a meditação você experiencia a mente como um instrumento. A partir de um breve encontro com um diferente modo de percepção, você pode aprender a observar e então mudar seu modo de pensar. A meditação usa tanto os sons como as imagens."
"Se pudermos canalizar o desejo de contentamento para dentro de nós ao invés de atá-lo a objetos externos que são efêmeros por natureza, nós poderemos descobrir como viver em paz."

Por Bruxinhachellot.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Reflexões da alma

Imagem tirada da net.

Criar expectativas demasiadas pode transformar-se em frustrações.
Equivocadamente passamos por situações enganosas, as quais pensávamos serem justas e acertadas.
A justiça pode vir para quem a deseja ou escolher seu eleito. Seria justo que uns a tenham e outros não?
Se valer de meios ilícitos para galgar mais um degrau da escada da fortuna é a forma mais vergonhosa de demonstrar o quanto és incapaz de lutar com dignidade por seus sonhos.
Não devemos pular os obstáculos nem contorná-los, isso seria um adiamento do inevitável. Devemos encará-los de frente e tentar entendê-los, buscando suas falhas, seus pontos fracos.
Fácil é receber tudo o que desejamos sem nem ao menos movermos um dedo como auxílio para um fim.
Sermos grandes não depende de recebermos prêmios vultuosos e sim sermos bons no que fazemos.
Muitos são os caminhos a percorrer. Nem todos possuem saídas previsíveis, mas existem brechas e passagens que relutamos em enchergar.
Se somos desviados de nosso trajeto ou se por vezes pensamos quem estamos a andar em círculos, algo está incompleto e foi mal entendido.
Renunciar ao desejo mais profundo de seu coração também significa estar fazendo a coisa certa, escolhendo o melhor caminho, mesmo que a princípio pareça o contrário.
Nenhuma palavra é pronunciada em vão. Todas tiveram seu significado no momento que foram pronunciadas.
Um rio não pode percorrer toda uma montanha e chegar ao mar sem antes ter sido apenas uma pequena gota.

Autora: Bruxinhachellot

Por Bruxinhachellot.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Boto

"Boto - Mito Amazônico. Pai das crianças de paternidade ignorada."

"Quem viaja pelo interior de qualquer estado da Amazônia já ouviu falar da lenda de um belo rapaz desconhecido, de roupas brancas, sapatos brancos e o característico chapéu branco que busca encobrir parte do rosto e o buraco que trás no alto da cabeça. Com jeito misterioso, o rapaz chega nos bailes, dança, bebe, encanta as moças e escolhe a mais bonita. De madrugada ele desaparece misteriosamente. Dizem que quando desaparece é porque ganhou novamente a forma de boto."
"De olfato muito apurado, o boto vira as canoas que transportam mulheres menstruadas para possuí-las."
"As partes do corpo de um boto abatido são atribuídas virtudes mágicas, curativas ou afrodizíacas. O olho do boto é considerado o amuleto mais forte na arte do amor. Usado em feitiçarias para atrair o ser amado. Dizem que segurando na mão um amuleto feito de olho de boto, tem que ter cuidado para olhar, pois o efeito é fulminante: pessoas de sexo oposto ou de mesmo sexo ficarão apaixonadas pelo possuidor do olho do boto."
"Boto é o nome dado aos golfinhos da região amazônica. eles são os únicos mamíferos completamnete aquáticos da Amazônia."

Informações tiradas de sites da net.

Por Bruxinhachellot.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Iara

"Iara ou Mãe das Águas, segundo o folclore brasileiro, é uma linda sereia morena, de longos cabelos negros e olhos castanhos. Costuma banhar-se nos rios, cantando uma melodia irresistível.

Os homens que vêem Iara não conseguem resistir a seus desejos e pulam dentro das águas, onde Iara os leva para o fundo, e nem sempre voltam vivos. Os que voltam ficam loucos, e apenas uma benzedeira ou algum ritual realizado por um pajé consegue curá-los.

Os índios têm tanto medo da Iara que procuram evitar os lagos ao entardecer."

"Iara antes de ser sereia era uma índia guerreira, a melhor de sua tribo. Seus irmãos ficaram com inveja de Iara pois ela só recebia elogios de seu pai que era pajé, e um dia eles resolveram tentar matá-la. De noite quando Iara estava dormindo seus irmãos entraram em sua cabana só que como Iara tinha a audição aguçada os ouviu e teve que matá-los para se defender, e com medo de seu pai fugiu. Seu pai propôs uma busca implacável por Iara. E conseguiram pegá-la, como punição Iara foi jogada bem no encontro do rio Negro e Solimões, os peixes a trouxeram a superfície e de noite a lua cheia a transformou em uma linda sereia, de longos cabelos negros e olhos castanhos. E ela viveu em seu rio cantando com sua linda voz."

Doce Voz

Uma doce voz prendeu-me
Não pude resistir a seu chamado
Sem pensar, no mar atirei-me
Sonhando com seus lábios dourados.

Por ti entreguei meu coração
Por ti fiquei enfeitiçado
Ao embalo de sua doce canção
Prostei-me a teus pés encantado.

Não mais quero ver a luz do dia
Não mais quero sentir o vento soprar
Pois é só por você que entreguei minha vida
E só com você que desejo estar.

Autora: Bruxinhachellot

Por Bruxinhachellot



sábado, 2 de dezembro de 2006

E se...

E se amanhã eu não conseguir alcançar meus objetivos?
E se eu não conseguir me expressar?
E se acontecer de eu me perder na busca de meus sonhos?
E se minhas preces não forem atendidas?
E se ele não gostar de mim?
E se eu esquecer de alguma coisa?
E se minhas idéias não vingarem?
E se a vida me der uma rasteira?
E se acontecer o impossível?
E se eu não tiver coragem de lutar?
E se eu fraquejar no caminho?
E se a doença me enfraquecer a ponto de não mais poder viver normalmente?
E se a esperança me escapar e eu me afundar no mar de lama de meus pesares?
E se a morte me ceifar e jogar-me na escuridão?
E se não houver amanhã?
E se o que eu imaginava que existia não foi apenas ilusão?
E se...

Autora: Bruxinhachellot.

Se ficarmos na dúvida do ser ou não ser, não vivemos nem morremos. O termo se designa algo que pode ou não acontecer. Então vamos deixar acontecer ou não. Não podemos nos privar de continuar nosso caminho pela vida com um se em nosso sapato. Viva e deixe-se viver. Se pudéssemos prever os acontecimentos futuros não passaríamos por aventuras tão mágicas.

Por Bruxinhachellot.

sábado, 25 de novembro de 2006

Inconstante

A vida sabe ser inconstante quando assim se faz necessário. Nada é sempre do mesmo jeito. Por mais que procuramos a estabilidade das coisas da vida, nos deparamos com o contrário.
O mundo está em contínuo renascimento, se desenvolvendo e recriando formas e conteúdos. Neste labirinto, percebo o quanto as mudanças influenciam nossas vidas. Posso ver o Sol e a Lua em cada caminho que percorro. O Sol nasce pra todos, mas nem todos conseguem entender seu significado. Se você fechar-se pra vida não poderá enchergar o brilho de seus raios fulgurantes. A Lua por vezes se esconde em nuvens escuras e pesadas. Se não a vemos, não é porque não está lá. Sua presença pode ser sentida se assim for desejado.
O mundo vive um momento de instabilidade constante. Seja em suas transformações, no tempo, no trabalho, no governo, nas religiões, nas sociedades, enfim na humanidade em si. Acompanhar todo esse turbilhão de mudanças mostra-se dificultoso. A rotina pode nos impedir de seguir lado a lado as transformações a nossa volta. A humanidade ultrapassa os limites do possível e deseja conquistar o impossível.
A história se renova diariamente e mesmo que não percebamos, fazemos parte dela. Nossos filhos, netos, nossos descendentes, receberão uma carga pesada de informações, revoluções e fome de alcançar o inalcansável. O desenvolvimento acelerado poderá ser nossa ruína ou nossa glória. Se assim for, de qualquer forma não podemos parar o tempo, esse ser cruel que brinca com nossas vidas.

Segue abaixo um soneto de Gregório de Matos.

A Instabilidade das coisas do mundo

"Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza,
A firmeza somente na inconstância."

Por Bruxinhachellot.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Flor Mulher

Segundo os índios tupis-guaranis da Amazônia, Naiá era filha de um grande chefe e princesa da tribo. Numa noite ela ouviu a história de que a Lua era um deus poderoso (Jaci). Conta-se que a Lua se apaixona pelas moças virgens e as transformam em estrelas. Naiá, impressionada com a história também queria virar uma estrela e brilhar no céu. Todos os dias ela subia as colinas e perseguia a Lua, mas ela sempre partia sem levar Naiá consigo. Em uma noite, Naiá viu o reflexo da Lua nas águas límpidas de um lago e contente em saber que seu amado viera buscá-la, mergulhou nas profundas águas e nunca mais foi vista. Uma nova estrela nasceu, porém não no céu, mas nas águas do lago para que refletissem a luz da Lua. Era a Vitória Régia, a "Estrela das Águas". Suas flores brancas e perfumadas só aparecem à noite. Ao amanhecer elas ficam rosadas. "A Vitória Régia é nativa do rio Amazonas. Suas folhas arredondadas atingem até dois metros de diâmetro e possuem as bordas pronunciadas e levantadas."

Flor Mulher

Naiá princesa da Lua,
Naiá rainha do lago
Naiá régia e pura
Naiá fonte de luar.

Naiá deusa da luna
Estrela branca e rosada
Menina de grande formosura
Naiá virgem encantada.

Um sonho de menina
Um desejo de viver
Sob a Lua és a mais linda
Naiá flor mulher.

Autora: Buxinhachellot.

Posto aqui mais um conto folclórico de minha terra. Espero que apreciem.

Por Bruxinhachellot.


quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Minha Vida

Muitas pessoas pensam que o passado deve ficar enterrado e só o presente e o futuro valem a pena. Só que ninguém tem um presente e um futuro se não tiver tido um passado. Se ele foi bom ou ruim não deve ser esquecido. Tudo o que vivemos irá se refletir no presente e futuro. Recordar é uma forma de aprender com os erros e não mais correr o risco de errar novamente. Recordar é ser embalado pelos primeiros passos, as primeiras palavras, brincadeiras, sonhos de juventude, o primeiro amor, a primeira decepção, a esperança de um novo amanhecer. Por isso posto aqui um poema que escrevi aos 17 anos. Este poema refletia o meu estado de espírito da época. Quem não passou por uma crise na adolescência, mesmo que tenha sido fulgás? Aprendi com meus sentimentos, com meus sonhos não realizados, com minhas quedas, com meus anseios, minhas realizações e frustrações. Viver é correr todos os riscos. É ter passado, presente e futuro.

Minha vida não tem sentido.
Minha vontade é contida
Pela ausência de carinho.
Meu sofrimento é um deserto sem almas,
Que está perdido e sem lar,
Sem amigos e sem forças.
Meu mundo não me quer.
Estou infeliz e sem destino.
Angustiada e acuada
Num mar de dores e desilusões.
Amo o tudo, mas ele não me ama.
Vivo sonhando sem dormir.
Canto chorando uma canção
Que não tem som.
Falo palavras sem sentido.
Tenho idéias e não as uso.
Sou pura tristeza
E esperança tardia.
Conheço a dor, mas não o amor.
Sou filha da Lua
E não sou parecida com ela.
Sou terra sem Pátria,
Sem filhos, sem pais.
Sou um universo de paz
Dentro de um espaço vazio.
Medo não possuo, nem tenho rancor.
Sou fogo, sou cinzas,
Sou feita de pó.
Meu castigo é viver.
Minha mente é um vácuo.
Vivo num abismo sem fim.
Amo um amor que não me conheçe.
Estou cançada e sem descanço.
Procuro achar alguém e não encontro.
Meu coração é um galho quebrado.
Não tenho asas e não vôo.
Não tenho sorte e nem a procuro.
Minha vida é um caos,
Um labirinto infinito.
Sou como espinho sem flor
Que ao tocar desmancha
E volta ao nada.

Autora: Bruxinhachellot.

Vale acrescentar que não me sinto mais assim. Aprendi a apreciar as pequenas coisas da vida e a curti-la sem medo ou receios. Amo minha vida e tento a cada dia torná-la melhor.

Por Bruxinhachellot.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Cigarra

A cigarra é um inseto que vive sob a terra no estágio de ninfas (comendo raízes) e tornam-se arborícolas quando adultas. Possui cerca de 4 cm de comprimento, contando com as asas e envergadura de até 10 cm.
"As cigarras passam sua vida adulta nos galhos e troncos das árvores. Mudam de lugar somente para se abrigar do sol. Alimentam-se de seiva, que ingerem em grande quantidade, mas retêm apenas o açúcar. Os ovos são postos nos galhos das árvores. Quando se abrem, as larvas caem no chão. Ficam sob o solo e alimentam-se de seiva das raízes das árvores."
"Como é que este animal tão pequeno consegue produzir um ruído tão grande e tão alto que pode ser ouvido a quase 1 quilômetro de distância?" "O som provém da base do abdôme do macho. Eles possuem membranas dos dois lados do abdôme, chamadas "tímbalos". Para fazê-las vibrar, as cigarras as comprimem no interior do corpo usando certos músculos. Os machos utilizam este som para cortejar as fêmeas."
"Para os gregos antigos a cigarra simbolizava a ressurreição e a imortalidade e era sagrada ao deus Apollo."
"A maior parte das árvores tem a presença desses insetos que chegam anunciando a Primavera e o período de chuvas."
"A fábula A Cigarra e a Formiga, de La Fontaine, narra a história da formiga que em vez de se divertir no Verão como faz a cigarra, trabalha, para poder se abrigar e se alimentar durante o Inverno."
"Tradicionalmente, em outubro ou novembro, a cigarra sai do solo. O macho vai para as árvores, canta e atrai a fêmea para o ritual do acasalamento. Logo depois, ele morre e as fêmeas saltam para as árvores, colocam seus ovos que viram larvas, caem no solo, penetram na terra e ficam sugando a seiva da árvore durante três a quatro anos, até recomeçar seu ciclo novamente."

"Minha linda e amada donzela
Ouça meu canto que clama por ti
Neste doce bailar de Primavera
Venha brincar ao meu lado
E expalhar nossos frutos pela abençoada terra."

Autora: Bruxinhachellot.

Por Bruxinhachellot.

sábado, 4 de novembro de 2006

Sol


"Quando a chuva passar...
Quando o tempo abrir...
Abra a janela e veja: eu sou o sol...
Eu sou céu e mar...
Eu sou céu e fim...
E o meu amor é imensidão...
Só quero te lembrar...
De quando a gente andava nas estrelas...
Nas horas lindas que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar...
E hoje eu tenho certeza...
A nossa história não termina agora...
Pois essa tempestade um dia vai acabar..."

Trecho da música Quando a chuva passar de Ivete Sangalo.

"O Sol é a estrela responsável por permitir a vida na Terra."

"O Sol é personificado em muitas mitologias: os Gregos chamavam-no de Helios e os Romanos chamavam-no de Sol."

"O Sol só é uma estrela por causa da grande quantidade de massa que ele tem, 334.672 vezes a massa da Terra. Ele é constituído, principalmente dos gases hidrogênio e hélio, os dois gases mais leves que temos."

"O sol possui estruturas em forma de conchas concêntricas, essas conchas são atraídas para o centro do sol, e para a estrela não colapsar e formar um buraco negro, existe uma força de igual intensidade atuando em direção oposta, suas camadas são granulosa e seu brilho não é uniforme, sendo a parte central do disco solar mais brilhante que seu bordo."

"Além de calor e luz, o Sol emite uma corrente de baixa densidade de partículas carregadas (a maioria elétrons e prótons) conhecida como vento solar que se propaga através do sistema solar a cerca de 450 km/seg. O vento solar e as partículas de muito maior energia ejetadas pelas tempestades solares podem ter efeitos dramáticos na Terra variando de oscilação nas linhas de transmissão até interferência em ondas de rádio ou as belíssimas auroras boreais."

Informações retiradas da web.

Meu labirinto está inundado. Estamos em época de chuvas abundantes. Quando olho pra imensidão do "céu" só vejo nuvens pesadas e cinzentas. No entanto, eu sei que Ele está lá. Quando essa tempestade acabar Ele irá sorrir novamente. Irá iluminar meus caminhos para que eu não me perca. Com seus raios fulgurantes irá aquecer meu corpo. Muitas criaturas necessitam de Seu calor para desabrochar.

Somos unidos por laços eternos. Durante o dia Vós sois meu Rei e à noite sirvo a Lua, minha Rainha.

"Sou feita de partículas de seu denso corpo.
Habitas em meu espírito.
Fulguras em minha pele borbulhante.
Penetras nas entranhas da fértil terra evaporando meus medos e as sombras que me cercam.
Sou brasa - lava incandescente.
Sou rubra, sou mágica.
Sou filha do Sol."

Autora: Bruxinhachellot

Vida longa ao Rei Sol!!!

Por Bruxinhachellot

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Beltane

"Chamas espiraladas vem envolver-me.
De olhos fechados aguardo sua presença.
Em silêncio ouço os cânticos espalhados pela noite mágica de Beltane.
Sinto-te ao meu lado.
Somos fogo, somos brasa, somos feitos de Sol."

Por Bruxinhachellot.

"A palavra Beltane se origina dos termos galeses tan (fogo) e Bel (nome do Deus Sol dos galeses). Juntas, as duas palavras significam "fogo de Bel", ou então, mas poeticamente, "fogo no céu". As fogueiras de Beltane ardiam durante todos os dias de festa, simbolizando o Sol."
"Uma das mais belas tradições do Beltane é o MAYPOLE, ou Mastro de Fitas. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses."


"A tradição do Gamo Rei foi transformada através dos tempos e a imagem do gamo, em alguns cultos, substituída pela de qualquer animal que tivesse galhos ou chifres." "O Deus Cernunnos ou Kernunnos é o Deus da fertilidade, das matas e de toda natureza."

Desejando saber mais sobre o assunto acesse o blog da amiga Ju: http://juboop.blogspot.com

Feliz Beltane!!!

Por Bruxinhachellot.

sábado, 28 de outubro de 2006

Cuca

"Vai-te coca sai daqui
Para cima do telhado
Deixa o menino
Dormir sossegado.

Nana, neném
Que a cuca vem pegar
Papai tá na roça
Mamãe foi cozinhar."


"A cuca é um papão, um ente fantástico que mete medo às crianças causando pavor. Sua aparência varia de lugar para lugar, mas a maioria das pessoas diz que ela tem a forma de uma velha enrugada e corcunda, cabeleira branca, toda desgrenhada, com aspecto assustador. Ela só aparece à noite, sempre procurando por aquelas crianças que fazem pirraça e não querem ir dormir cedo. Então, a cuca as coloca num saco, levando-as para algum lugar e fazer algo de muito terrível com elas." "Ela também é chamada de coca ou coco e assombra crianças de Portugal, Espanha, alguns países africanos e tribos indígenas brasileiras. Em alguns lugares ela é um velho, em outros se parece com um jacaré ou com uma coruja." Monteiro Lobato imortalizou a lenda quando a inseriu em seus contos. No Sítio do Pica-pau Amarelo, a cuca é um jacaré fêmea, uma bruxa malvada que adora infernizar a vida dos moradores do sítio.

Breve outras lendas.

Por Bruxinhachellot.

domingo, 22 de outubro de 2006

Boitatá

"Mesmo imóvel e com os olhos fechados sua presença deixou-me temerosa. Entorpecida de medo senti-a rastejar ao meu lado. Não me atrevo a olhá-la nos olhos. Seria fatal."

Hoje vos falo de uma lenda sinistra, o Boitatá. "O Boitatá é uma serpente de fogo transparente que incandescia como se estivesse queimando por dentro e é correspondente ao fogo-fátuo europeu." O nome boitatá é de origem indígena, que significa boia = cobra e atatá = fogo.
Imagine uma enorme serpente capaz de matar aquele que a tem sob o olhar. Se um homem a fitar pode ter a certeza de que não viverá por muito tempo, pois esta o perseguirá aonde quer que ele for.
A crença nesse ser é ambígua, pois alguns crêem que ela seja uma defensora das matas e outros, como o resultado de uma união sacrílega.
"Conta a lenda que houve um período de noite sem fim nas matas. Além da escuridão, houve uma enorme enchente causada por chuvas torrenciais. O Boitatá sai de sua gruta inundada, a procura de alimento. Por ser o único animal a enxergar em completa escuridão, decidiu comer os olhos dos animais, ficando assim luminosa, cheia de luz de todos esses olhos.Quem se deparar com ela pode ficar cego, enlouquecer ou até morrer."
Evite manter os olhos abertos à sua presença e por tudo o que é mais sagrado, não respire nem se mova. Assim o Boitatá desaparecerá de seu caminho.

Espero que tenham apreciado mais uma lenda de meu país.

Por Bruxinhachellot.

domingo, 15 de outubro de 2006

Saci


Êta moleque danado!

Esse moleque que vocês estão vendo fez um reboliço em meu labirinto. Fuçou tudo, tirou os objetos de lugar, enfim fiquei de pernas pro ar, literalmente. Pra quem não o conheçe seu nome é Saci e é sobre ele que escreverei. O Saci é uma lenda. Faz parte do folclore brasileiro.
"A Lenda do Saci data do fim do século XVIII. Seu nome no Brasil é de Origem Tupi Guarani. Em muitas regiões ele é considerado como um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno. É uma criança, um negrinho de uma perna só, fuma cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer aonde quiser."
Foi usando esses poderes que ele surgiu em meu labirinto. Me deixou de cabelo em pé e não adianta falar, porque ele não escuta. Só faz o que quer.
"Ele adora fazer travessuras, como esconder brinquedos, soltar os animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que em todo redemoinho de vento existe um saci."
É assim que ele aparece. Cuidado com os redemoinhos...
"Ele não atravessa córregos nem riachos. Se alguém for perseguido por ele deverá jogar cordas com nós em seu caminho que ele vai parar para desatar os nós e assim você consegue fugir."
Imaginem quantas cordas são precisas para cobrir todos os caminhos de meu labirinto - infinitas.
"Diz a lenda que se você jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo. Se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo."
Advinhem o que desejei? Ele não gostou muito da idéia, mas foi embora sem rancor.
Muitas de suas características foram herdadas. Na lenda original ele era um curumim (moleque indígena) com duas pernas e um rabo. A mitologia africana o transformou num negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, e também usava uma espécie de cachimbo - o pito. Da mitologia européia herdou o gorrinho vermelho, também conhecido como pileo.
O Saci é um ser solitário, não possui amigos, talvez devido ao seu gênio travesso. Mas é um bom menino.
Todo mito tem seu papel na Mitologia de um povo. O Saci está ligado a medicina natural, guardião das sabedorias e técnicas do preparo e uso de chás.
Eu que não gosto de chá acabei tendo que provar uma variedade de ervas, tô até um pouco enjoada.
Como um ser mitológico foi também imortalizado. Nos livros de contos de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo sua história é passada por várias gerações, encantando crianças e adultos.

Mostre também um pouco da cultura de sua terra. No próximo post falarei de um outro mito popular brasileiro. Aguardem...

Por Bruxinhachellot.


quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Terry Pratchett em: O Senhor da Foice

Pode a MORTE ter personalidade própria?

Em se tratando de MORTE criado por Terry Pratchett SIM.

MORTE pode se aposentar? E se isso acontecesse o que seria da Vida sem MORTE? Ela seria dona de si e se expandiria por todo lugar. Tudo passaria a ter vida até mesmo suas emoções, suas palavras, objetos inanimados e aqueles que já deveriam ter-se ido, vagam sem destino, vivendo uma semi-vida.
Quem não conhece a literatura desse gênio pode pensar que é mais uma história de ficção para crianças. ERRADO. É um livro jovem e adulto. Não há como não reconhecer fatos de nosso cotidiano nas entrelinhas dessas páginas.
É isso que acontece em O Senhor da Foice, um livro magnânimo, uma ficção com suaves toques de realidade.
MORTE recebe uma sentença de morte, ele tem pouco tempo de vida. O que fará agora? Viver, claro. Se você é vivo e gosta de viver, você aceitaria morrer? Imagine o que MORTE fez?
A vida quando não recebe uma ceifada da morte toma espaço e sente-se poderosa. Os magos da Universidade Invisível tiveram trabalho de sobra e até praticaram magia. Imagine se as coisas começassem a se desatarrachar a sua volta. Carrinhos de compras atacando pessoas. Imagine se um palavrão criasse vida, como ele seria? No meio de tudo isso mortos-vivos, vampiros, lobisomes e até um bicho-papão resolvem formar um clube. E são eles com a ajuda, não muito grandiosa, dos magos que tentaram descobrir o que estaria acontecendo em Ankh-Morpork.
Chega não vou contar mais nada senão estrago a história. Deixo aqui uma passagem do livro da qual gostei imenso.

"NÃO EXISTE NENHUMA ESPERANÇA A NÃO SER NÓS MESMOS. NENHUMA PIEDADE A NÃO SER NÓS MESMOS. NÃO EXISTE JUSTIÇA. EXISTE APENAS NÓS. (...) TODAS AS COISAS QUE SÃO SOMOS NÓS. MAS TEMOS QUE NOS IMPORTAR. PORQUE, SE PARARMOS DE NOS IMPORTAR, DEIXAMOS DE EXISTIR. E, SE NÃO EXISTIRMOS, NÃO EXISTIRÁ NADA SENÃO ESQUECIMENTO CEGO. E ATÉ MESMO O ESQUECIMENTO CEGO ACABARÁ ALGUM DIA.(...) SENHOR O QUE A COLHEITA PODE ESPERAR, A NÃO SER PELO CUIDADO DO CEIFADOR?"
Escrito por MORTE (Terry Pratchett)

Por Bruxinhachellot.


terça-feira, 3 de outubro de 2006

Castelos e Sonhos


Castles And Dreams (tradução)
Castelos e Sonhos

Blackmore's Night

Solitaire with a song in her heart
Solitária com a canção em seu coração
But what a sad song to sing
Mas que canção triste à se cantar
Turned her back on all that she knew
Virou as costas à tudo que conhecia
In the hopes of a golden ring...
Nas esperanças de um anel dourado...
And the rains came down
E a chuva caiu
And the stars fell from the sky
E as estrelas caíram do céu
Oh, how dark the night...
Oh,
como a noite é escura
It always seems those Castles and Dreams
Sempre parece que esses Castelos e Sonhos
Fade with the morning light...
Se desfazem com a luz da manhã...
Such a sad story
Que história triste
That time loves to tell
Que o tempo ama contar
Copper coins shine for the sun
Moedas de cobre brilham pelo sol
From the floor of the wishing well
Do chão do poço dos desejos
So the jewel of jeopardy
Então a joia do perigo
Shines with each dangerous step
Brilha com uma medida perigosa
So unsure of what we've become
Tão incertos do que tornaremos à ser
What we have and what we have left...

E do que temos e do que deixamos pra trás

Almejamos tanta coisa que não percebemos o valor do que está em nossas mãos. Muitos sonhos se desmoronam feito castelos de areia e a vida torna-se escura e fria. Por vezes viramos as costas aos amigos, aos falimiliares, até a nós mesmos em busca de um brilho fugidio, um brilho encantador, mas sem valor algum para nossa vida. Ouça a voz do seu coração e abrace um amigo, um amor. Deixe sua vida brilhar.

Por Bruxinhachellot.



segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Manhã de Primavera - Sentidos


O céu azul e branco
De uma manhã florida
Estampada em um manto
Feito de amor e vida
###
As asas das nuvens se formam
Juntando-se com outras nuvens
Dando lugar as asas
Do meu pensamento
###
A rosa se abre
Num explendor de beleza
Que perfuma com frescor
Toda a Natureza
###
É a manhã de Primavera
Tranqüila que nasce e abre
Seu espetáculo de vida.
#

Feche os olhos e sinta o perfume suave das flores ao seu redor. Há magia no ar. São as fadas espalhando o pólen e multiplicando as cores. Agora prepare seus ouvidos para uma apresentação especial: um coral está a cantar. Bem-te-vi passar. Beija daqui, beija de lá. De flor em flor o Beija-Flor exibe seu voar. Sinta a textura das pétalas. O sabor do vento a bagunçar seus cabelos. Sinta o calor do Sol espalhar-se por seu corpo. Sorva o orvalho refrescante. Esfregue seus pés descalços na terra e sinta sua vibração, seu pulsar. Abraçe o tronco da natureza e se delicie com seus sentidos.
Viva plenamente gerando a natureza dentro de si. Entrelaçe seus desejos e entregue-se ao encanto de uma manhã de primavera.
Feliz Primavera a todos.

Poesia e texto - Por Bruxinhachellot.

sábado, 16 de setembro de 2006

Amando Intensamente


Sinto-me feliz
Ao estar aqui ao seu lado,
Podendo viver um momento de sonho.
Tenho em mim todas as carícias,
Todos os abraços e beijos de amor.
Sinto-me nas nuvens
Ao sentir o seu cheiro inebriante e forte,
Que ao mesmo tempo me faz elevar ao pedestal.
Procuro achar em seus olhos
O brilho mais intenso e mais sublime,
Que me proponha a amá-lo novamente.
Parece que o tempo se esgotara
E ficamos nos amando sem preocupações,
Sem medo de sorrir, chorar e ser feliz.
Estou te amando com todas as forças,
Estou te amando sem imposições.
Amando, amando intensamente.
Você me fez ver o mundo colorido,
Feito unicamente de amor e carinho.
Só agora sinto que vivo, mas pra te amar
Pra te amar sem receios, me entregando
Inteiramente a este sonho real e eterno.
***
Para aqueles que encontram no amor a fonte da felicidade. Pra aqueles que não criam ilusões nem passam a vida exigindo uma forma de amor. Para aqueles que amam intensamente.

Imagem retirada do google.

Por Bruxinhachellot.



sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Ser Criança


O tempo passa tão depressa,
Que nem sentimos sua presença.
Até porque não interessa,
Ou não importa, essa é a tendência.
*****
O passado está abrigado em lembranças,
De tempos alegres e tristes.
Ao me recordar de minha infância,
Penso em quanto era feliz e livre.
*****
Criança é um mistério,
Que para ser solucionado basta sorrir.
Para ela, sua casa é um castelo,
Onde descança para dormir.
*****
A euforia e a energia são transmissíveis,
E o brilho de seus olhos é sincero.
O agito, as brincadeiras são incríveis,
E o carinho emanado é terno.
*****
Ser criança é ter a felicidade,
É saber que é amada.
Ser criança é poder ter liberdade,
É escolher o que lhe agrada.
*****
Brincadeiras e surpresas,
Prêmios e consolação.
Tudo, significa beleza,
E o que sobra é emoção.
*****
Ah! Como posso descrevê-la?
Ela é sempre um amor.
Muito difícil é entendê-la,
Parece um espinho sem flor.
*****
Ser criança é só alegria,
É cismar em querer tudo.
Ser criança é uma poesia,
A ser admirada por todo o mundo.
*
Deixo aqui uma poesia em homenagem às crianças. Elas que nos fazem sorrir, que estremecem nossos alicerces, que nos deixam de cabelos brancos, que transbordam nossos corações de felicidade.
Em meu caminho eterno me deparo com muitas crianças de diferentes nacionalidades, raças e caráter, no entanto, todas são como fadas travessas que só querem chamar a atenção e obterem nosso amor.


Por Bruxinhachellot.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Fortuna

"Regnabo (“eu devo reinar”: figura em cima, do lado esquerdo da Roda, com o braço direito erguido), regno (“eu reino”: figura em cima da roda, freqüentemente coroada, para significar o reinado), reganvi (“eu reinei”: figura que está do lado direito da roda, caindo da graça), sum sine regno (“eu não tenho reino”: figura na base da roda que perdeu completamente os favores da Fortuna. Esta pessoa é as vezes completamente jogada da roda ou esmagada por esta, sem nenhuma chance de reinar de novo."

Às vésperas das eleições governamentais uma palavra me vem à cabeça: FORTUNA.
Charles Darwin acreditava na teoria da Seleção Natural onde só os mais fortes sobrevivem. Essa teoria ainda é utilizada nos dias de hoje.
Existe uma disputa de poderes inerente em toda eleição. A maioria dos candidatos se vêem na posição de
regnabo mostrando suas propostas, prometendo "mundos e fundos" àqueles que são considerados sum sine regno, ou seja, os eleitores. A Roda gira e poucas mudanças ocorrem. Os que conseguem ser eleitos são os beneficiários da Renda administrativa.
Os eleitores vêem a Roda girar a favor dos Eleitos, enquanto que aumenta-se a miséria e a violência. A crença nas ilusões pode ser a porta que levará à marginalidade, no sentido de se ficar às margens dos acontecimentos, das resoluções, das leis e da distribuição da renda nacional.

Abaixo a letra da cantata: Fortuna (Carmina Burana)

"Fortuna"

"O fortuna
velut luna
statu variabilis.
semper crescis
aut decrescis
vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem:
egestatem
potestatem
dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis
rota tu volubilis,
status malus,
vana salus,
semper dissolubilis;
obumbrata
et velata
michi quoque niteris;
nunc per ludum
dorsum nudum
feto tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
nichi nunc contraria
est affectus
et defectus
semper in angaria
hac in hora
sine mora corde pulsun tangite,
quod per sortem
sternit fortem
omnes mecum plangite."

"O Fortuna"

"Ó fortuna
variável
como a lua
cresces sempre
ou diminuis,
detestável vida!
hoje maltratas
amanhã lisonjeias
brincas com os nossos sentidos
a miséria
o poder
fundem como gelo em ti.

Destino cruel
e vão
roda que giras
a tua natureza é perversa
a tua felicidade vã
sempre a dissipar-se
pela sombra
e em segredo
aproximas-te de mim
apresento o meu dorso nu
ao jogo da tua
perversidade.

Felicidade
e virtude
são-me agora contrárias;
afeções
e derrotas
estão sempre presentes.
Nesta hora sem demora
pulsai as cordas
pois que o bravo, derrubado
pelo destino
chorai todos comigo
."

Por Bruxinhachellot.




sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Folha ao vento

Antes eu era submissa
Obediente, privava-me de meus anseios
Em meu sonho de conhecer o mundo.
***
Tão casta como minhas irmãs
Recebia-te como a um primoroso amigo
E quando partias sentia-me secar por dentro.
***
Um dia julguei poder partir contigo
No entanto, a mocidade me traía
Então implorei por uma breve espera.
***
Quando meu tempo de vida se esgotara
Pensei que havias me esquecido
Assim quando das amarras me libertei
Tu vieste e levou-me contigo.

Por Bruxinhachellot.

sábado, 19 de agosto de 2006

Palavras Eternas


Este é um post diferente. Por quê? Bem, porque esse labirinto muda constantemente.
Estou lendo um livro de aventura e humor muito interessante. E resolvi postar algumas frases do autor aqui.
O nome do livro é Guardas! Guardas!, da série Discworld, do autor Terry Pratchett.

"A morte leva muitas coisas embora, especialmente quando chega a uma temperatura alta o suficiente para evaporar ferro, e entre elas estão as nossas ilusões."

"Você tem o direito de permanecer calado.Você tem o direito de não se ferir ao cair das escadas a caminho da cela. Você tem o direito de não pular de janelas altas. Você não tem que dizer nada, sabe, mas qualquer coisa que você disser, bom, eu terei que anotar e isso poderá ser usado em testemunho."

"Se havia algo que o deprimia mais que o seu próprio cinismo, era o fato de frequentemente não conseguir ser tão cínico quanto a própria vida."

"Estava pensando num homem correndo. E, mais atrás, nas neblinas inebriadas da sua vida, um menino tentava alcançá-lo."

Muitas vezes lemos um livro só por lazer e nos esquecemos dele após algum tempo. Mesmo que um texto possa não ser considerado uma obra prima no contexto literário, ainda assim podemos retirar dele alguma lição, alguma mensagem.
Quando postamos um texto em nosso blog esperamos por um comentário. Às vezes recebemos comentários edificantes, instrutivos e elogiosos, outras recebemos críticas, até ofensas. Não importa se não agradamos a todos, o que realmente importa é que fizemos nosso papel de transmitir o pensamento, o conhecimento, as idéias e opiniões.
Tendo lido bastante por aí, percebi que a escrita toma formas distintas e ramificadas. Algumas são grandes lições de vida, outras um desabafo da alma. Ainda tem as que nos inspiram a escrever mais e mais e, outras que apesar de não conter palavras, expõe a sua menagem de forma engrandecedora.
Neste livro selecionei frases que me fizeram pensar em coisas concretas, não ilusórias. Frases que por si só já pagaram o custo do volume.
"Palavras sopradas pelos lábios podem se dissolver no ar, enquanto as palavras escritas na alma podem durar uma eternidade." Por mim.

Por Bruxinhachellot.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Lady of Shalott

Lady of Shalott

Lady de Shalott Lady de Shalott é uma história onde a paixão pela vida evoca a morte. A pobre Lady é amaldiçoada a nunca poder olhar diretamente para fora de sua janela. Ela podia, contudo, ver o mundo através de um espelho. Destinada a passar sua vida longe da humanidade, ela imagina as imagens que vê no seu espelho o dia todo.
De dentro do quarto, ela vê as “sombras do mundo”.
Quando o belo cavaleiro Sir Lancelot passa pela janela de Shalott, ela sente algo avassalador. Apaixonada, esquece da sua maldição e olha diretamente para Camelot, e tem uma rápida visão de Lancelot. O espelho racha e a desgraça cai sobre ela. Lady de Shalott vai para o rio e encontra um barco. Ela solta a embarcação e desce a correnteza. Enquanto ela desce o rio em direção a Camelot, ela canta uma canção. Seu sangue vai congelando e leva a moça a uma triste morte. O barco encontra seu caminho pelas margens de Camelot, que são tomadas pelos curiosos. Eles vêem que seu nome está escrito na frente do barco. No meio da multidão, está Sir Lancelot. Sem saber o que tinha acontecido, Lancelot olha para ela e diz "Ela tem um amável rosto, Deus na sua piedade dá-lhe a graça, a Lady de Shalott".

Essa é uma história de amor sofrido com um final trágico. Muitas foram as histórias que terminaram inesperadamente, seja por causa da classe social, seja pela inveja ou pelo ódio. Nos dias atuais o amor também sofre essas influências, mas acaba com a separação de corpos e raramente com a morte.

Abaixo segue a letra de uma música que adoro imensamente.

Loreena McKennitt - The Lady Of Shalott

On either side of the river lie
Long fields of barley and of rye,
That clothe the wold and meet the sky;
And thro' the field the road run by
To many-towered Camelot;
And up and down the people go,
Gazing where the lilies flow
Round an island there below,
The island of Shalott.
 
Willows whiten, aspens quiver,
Little breezes dusk and shiver
Thro' the wave that runs for ever
By the island in the river
Flowing down to Camelot.
Four grey walls, and four grey towers,
Overlook a space of flowers,
And the silent isle embowers
The Lady of Shalott.
 
Only reapers, reaping early,
In among the bearded barley
Hear a song that echoes cheerly
From the river winding clearly
Down to tower'd Camelot;
And by the moon the reaper weary,
Piling sheaves in uplands airy,
Listening, whispers "'tis the fairy
The Lady of Shalott."
 
There she weaves by night and day
A magic web with colours gay,
She has heard a whisper say,
A curse is on her if she stay
To look down to Camelot.
She knows not what the curse may be,
And so she weaveth steadily,
And little other care hath she,
The Lady of Shalott.
 
And moving through a mirror clear
That hangs before her all the year,
Shadows of the world appear.
There she sees the highway near
Winding down to Camelot;
And sometimes thro' the mirror blue
The knights come riding two and two.
She hath no loyal knight and true,
The Lady Of Shalott.
 
But in her web she still delights
To weave the mirror's magic sights,
For often thro' the silent nights
A funeral, with plumes and lights
And music, went to Camelot;
Or when the moon was overhead,
Came two young lovers lately wed.
"I am half sick of shadows," said
The Lady Of Shalott.
 
A bow-shot from her bower-eaves,
He rode between the barley sheaves,
The sun came dazzling thro' the leaves,
And flamed upon the brazen greaves
Of bold Sir Lancelot.
A red-cross knight for ever kneel'd
To a lady in his shield,
That sparkled on the yellow field,
Beside remote Shalott.
 
His broad clear brow in sunlight glow'd;
On burnish'd hooves his war-horse trode;
From underneath his helmet flow'd
His coal-black curls as on he rode,
As he rode down to Camelot.
From the bank and from the river
he flashed into the crystal mirror,
"Tirra Lirra," by the river
Sang Sir Lancelot.
 
She left the web, she left the loom,
She made three paces thro' the room,
She saw the water-lily bloom,
She saw the helmet and the plume,
She looked down to Camelot.
Out flew the web and floated wide;
The mirror cracked from side to side;
"The curse is come upon me," cried
The Lady of Shalott.
 
In the stormy east-wind straining,
The pale yellow woods were waning,
The broad stream in his banks complaining.
Heavily the low sky raining
Over towered Camelot;
Down she came and found a boat
Beneath a willow left afloat,
And round about the prow she wrote
The Lady of Shalott
 
And down the river's dim expanse
Like some bold seer in a trance,
Seeing all his own mischance -
With a glassy countenance
Did she look to Camelot.
And at the closing of the day
She loosed the chain and down she lay;
The broad stream bore her far away,
The Lady of Shalott.
 
Heard a carol, mournful, holy,
Chanted loudly, chanted lowly,
Till her blood was frozen slowly,
And her eyes were darkened wholly,
Turn'd to towered Camelot.
For ere she reach'd upon the tide
The first house by the water-side,
Singing in her song she died,
The Lady of Shalott.
 
Under tower and balcony,
By garden-wall and gallery,
A gleaming shape she floated by,
Dead-pale between the houses high,
Silent into Camelot.
Out upon the wharfs they came,
Knight and burgher, lord and dame,
And round the prow they read her name,
The Lady of Shalott.
 
Who is this? And what is here?
And in the lighted palace near
Died the sound of royal cheer;
And they crossed themselves for fear,
All the knights at Camelot;
But Lancelot mused a little space
He said, "She has a lovely face;
God in his mercy lend her grace,
The Lady of Shalott."


Por Bruxinhachellot.



quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Sentimentos


Sentimentos
são
puros
e
ramificados
em cada
um
de nós.

Por Bruxinhachellot.

sábado, 12 de agosto de 2006

Lágrimas da Mãe Mundo


"Em teu sonho um anjo vem dizer
Que as estrelas tem sono e vão dormir
A mão rosa da aurora e a luz do sol
Parecem dizer acorda menina
Outro dia ja vem

Rios de gente
Nuvens de fumaça
Que escondem a luz da manhã
Rugem os motores
Da grande cidade
E abafam a canção dos pardais

O mundo é tão grande assim
Não pode caber
Nas maos pequenas do amor
Que carregam a cada dia
Pequeninas sementes
Nos sonhos humildes
Que a cidade grande escondeu
Na sombra dos arranha céus

Outro dia ja foi e você vem
Traz pra casa os sonhos que teceu
Mas se o mundo girar e o céu cair
O que vai restar saber resistir
Imune aos vendavais
Volta pra casa
De novo aos meus braços
Esquece o que o mundo te faz

Vem que eu te ponho no colo
Te conto uma historia
Te faço dormir

O mundo é pequeno demais pra conter
A imensidão do amor
As lágrimas da estrela mãe
Oceano infinito
Que aos poucos abre fendas
Nos coracões de pedra
Nos muros desse velho mundo."

Lágrimas da Mãe Mundo - Sagrado Coração da Terra

Minha mente estava as voltas com pensamentos a respeito do nosso devastado mundo, então resolvi postar essa música que diz tudo aquilo que queria expressar.

Por Bruxinhachellot.

sábado, 5 de agosto de 2006

A Roda da Vida


A Terra gira ao redor do Sol e a Lua ao redor da Terra num eterno bailar incessante.
A superfície da Grande Esfera desperta, sobrevive e adormece todos os dias até que não haja mais despertar.
O Tempo joga seu feitiço fazendo com que giremos como um carrossel.
Gerações cultuam as mesmas tradições e poucos são os rebelados que almejam e lutam por mudanças.
Amanhecer, entardecer e anoitecer. Vão-se os dias, os meses, os anos e o elo se mantém.
Vivemos um ritual contínuo e nos mantemos ignorantes por opção.
Pensamos muito num caminho a percorrer e ficamos dando voltas e mais voltas sem sair do lugar.
Na vida somos mais que espectadores diante de um picadeiro. Nem tudo deve ser aplaudido.
O espetáculo mais importante é o nascimento que se renova a cada despedida.

Por Bruxinhachellot.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Crescimento e Libertação


A semente acariciada pelos raios do sol e banhada pelas lágrimas da chuva vai lentamente despertando para a vida.
Timidamente ela ergue seus braços como uma criança pedindo colo. Em seguida, percebe que pode se firmar sozinha e vibra de emoção.
Num momento era um pequenino ser, agora vê-se majestosa e confiante.
Como uma anfitriã dedicada oferece seus galhos para que criaturas aladas possam fazer seus ninhos.
Uma nova transformação ocorre em seu íntimo e ela percebe que guarda dentro de si uma luz misteriosa.
Ao acordar, após uma noite incômoda, percebe que seu esforço não fôra em vão. Lá estão eles, os frutos nascidos de seu ventre.
Grandes amigos vem parabenizá-la pelo milagre. O Sol que a tudo aquece, a Brisa que refresca seu corpo e a Chuva que agora banha os inocentes frutos, que um dia servirão para alimentar seus inquilinos e viajantes esgotados.
Muito tempo se passou e ela teria que se curvar ao peso da foice, mas sabia que seu tempo de vida fôra sublime e que deixaria uma herança para novas gerações.
Nem tudo dura para sempre, no entanto, tudo o que vivemos deve ser bem aproveitado e, quando a foice vier com suas mãos calejadas de serviços prestados, estaremos tranquilos e felizes por deixar uma parte de nós continuar a trilhar o caminho.
Nossa tarefa foi realizada mesmo que nossos frutos não tenham sido gerados, mas ainda assim, fomos pioneiros em sobreviver e lutar por um mundo melhor.

Por Bruxinhachellot.