quinta-feira, 22 de junho de 2006

Fina Areia




Hoje vislumbrei o nada.
Tudo parecia confuso e senti-me desamparada.
Galguei ventos e tempestades à procura de um significado para minha vida.
Acabei sendo açoitada cruelmente e mergulhei no disparate de minha consciência.
Um rumo a seguir. Só encontrei neblina a frente de meus opacos olhos.
Tateei a profundidão de meus anseios e fui barrada pelo medo.
Esgotada, implorei abrigo.
Rastejei pelas trilhas do destino e novamente me vi cativa da desilusão.
Impossível resistir a isso!
Comprimi meus lábios beijando a esperança e um sinal de salvação me foi enviado.
Despi-me de minhas dúvidas e entreguei-me ao fogo para que consumisse meu corpo e libertasse minh'alma.
As últimas pegadas foram apagadas pela fina areia que escorre na ampulheta da vida.

Por Bruxinhachellot.

3 comentários:

Patrícia Santos disse...

Olá!!

Obrigada por passares no meu cosmos. Afinal acabei por não saltar fogueiras, mas foi muito agradável à mesma.
Gostei muito do texto do teu post.
Acho que um dia ainda hei-de ser capaz de postar assim coisas bonitas.

Mil beijocas

Carlos Veiga disse...

As areias não apagam as pegadas, mesmo que a ampulheta se revire.
São scanners rastreadores, que não deixam de ler quem por elas passa, tendo a coragem de proseguir andando, mesmo que do destino não se saiba.

Beijos

Carlos Veiga disse...

As areias não apagam as pegadas, mesmo que a ampulheta se revire.
São scanners rastreadores, que não deixam de ler quem por elas passa, tendo a coragem de prosseguir andando, mesmo que do destino não se saiba.

Beijos