sábado, 29 de dezembro de 2007

Yemanjá


Yemanjá é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão iorubá Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes).
No Brasil, Yemanjá é um orixá muito popular e é reverenciado no Candomblé, no Batuque, no Xambá, no Xangô do Nordeste e na Umbanda.
Uma das maiores comemorações em honra à Yemanjá ocorre no último dia do ano em várias praias do litoral brasileiro. Antes e após a queima de fogos da passagem do ano, os devotos fazem oferendas à Rainha do Mar, um dos títulos dos quais ela é saudada. Os devotos a presenteiam com flores, perfumes, velas, tanto na areia da praia, quanto nas ondas do mar.
Um dos nomes dados à Yemanjá é Janaina. Ela é a deusa do mar e protetora das mães e esposas. Yemanjá ou Janaina pode nos dar num primeiro momento a impressão de arrogância, mas ela possui uma personalidade bondosa e protetora.
A tradicional Festa de Iemanjá na cidade de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio vermelho todo dia 2 de Fevereiro. Uma das maiores festas ocorre em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes.
O culto a Yemanjá nasceu de uma tradição dos cultos afro-brasileiros. Nos tempos da escravidão, os negros cativos aproveitavam o feriado do dia santo de Nossa Senhora da Glória para pedir graças e oferecer presentes a Ela. Com o tempo, a homenagem passou a ser feita também no último dia do ano, sendo realizada às escondidas, em praias desertas.
No Rio de Janeiro a homenagem à Yemanjá ou Iemanjá (Janaina) tornou-se uma tradição. Alguns comerciantes e donos de hotéis passaram a incentivar e até a adotar a prática. Há uma procissão que corta o Rio de Janeiro até Copacabana, incentivada e promovida pelos comerciantes de artigos religiosos do Mercadão de Madureira.
Na praia, são realizadas giras de Umbanda, Candomblé e oferendas são atiradas no mar ou colocadas em barquinhos de Iemanjá.
***
A todos que visitarem o Labirinto do Sol e da Lua ou o Caminho dos Contos, desejo-lhes um Ano Novo revigorante, tranquilo e energizante. Na virada, tenha pensamentos positivos e festeje o novo ano com entusiasmo na companhia de quem ama, da família, dos amigos, companheiros ou, se for passar sozinho (o que não aprovo, mas acontece) não guarde mágoas, nem sofrimento, nem vingança, nem qualquer tipo de ação ou pensamento negativo.
Ficarei afastada por uns quatro ou cinco dias. Estou de férias até depois do Carnaval e pretendo aproveitar cada momento. O Caminho dos Contos será atualizado assim que eu retornar.
Deixo aqui minha amizade e meu coração aberto a quem desejar um abraço e uma palavra amiga. Beijo a todos e ...
FELIZ 2008!!!
Por Bruxinhachellot

domingo, 23 de dezembro de 2007

101 - A Bússola Dourada


101 é o número de postagens desde a criação do Labirinto do Sol e da Lua a cerca de dois anos. Minhas postagens são, normalmente, semanais com o intuito de dar mais tempo para que os caminhantes do Labirinto possam apreciá-las. Para que haja uma leitura consciente e minuciosa é necessário tempo e, talvez uma releitura. Assim como aceito com prazer os comentários favoráveis, também aceito as críticas e as sugestões de estudo e a soma da informações postadas em cada caminho. Agradeço a todos os que fizeram do Labirinto um lugar movimentado e contribuíram para a construção de novos caminhos, antes desconhecidos e agora visitados e queridos. A postagem de hoje é sobre uma história que será comentada por muitos dias e entre muitas gerações. É a história de Lyra Belacqua e A Bússola Dourada (A Bússola de Ouro, no Brasil). A Trilogia Fronteiras do Universo é composta dos volumes: A Bússola Dourada, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar e, foram escritos por Philip Pullman.


Lyra (Dakota Blue Richards) vive em Oxford, Inglaterra. É uma garota um tanto rebelde, mas de grande coração e tem um daemon (Pantalaimon) que é parte de sua alma e que muda constantemente de forma. Lyra vive na Universidade Jordan e é lá que vive suas primeiras aventuras, quer seja com o amigo Roger, subindo nos telhados da Universidade, quer seja nas ruas, brigando com os gípcios.
Com a chegada de seu tio Lord Asriel (Daniel Craig) e a notícia do Pó, Lyra deseja viajar para o Norte. Ela recebe de presente uma bússola que tem como função dizer a verdade e, ela é a única que pode lê-la sem auxílio de um livro guia.

Algumas crianças são raptadas pelos chamados "papões" (Conselho de Oblação), inclusive Roger e Lyra quer encontrá-los. Com a chegada da Sra. Coulter (Nicole Kidman) à Universidade, Lyra é convidada a viajar com ela e ser sua assistente. A Sra. Coulter e seu macaco dourado, possuem interesses obscuros na menina Lyra.

Resumindo: Lyra irá embarcar numa aventura cheia de emoção e adrenalina. Irá conhecer de perto os Gípcios e navegar com eles, fará grandes amizades como um baloeiro chamado Lee Scoresby (Sam Elliott) e terá a proteção da Bruxa Serafina (Eva Green), além de conquistar a amizade de Iorek Byrnison (voz de Ian McKellen), um urso de armadura. Juntos irão enfrentar muitos perigos e viver uma aventura eletrizante.

A crítica do filme está um tanto dividida, o que era de se esperar. O filme é produzido pela New Line, a mesma de O Senhor dos Anéis, que espera uma superprodução. Alguns vão amar o filme, enquanto outros vão achá-lo sem graça. Apesar de não alcançar um parâmetro de lucro esperado nos EUA, A Bússola Dourada (ou de Ouro) está em primeiro lugar no país. Além disso, tornou-se um jogo de video game para PS3 da Sega. Com certeza o livro é mais interessante e mais completo do que o filme, o que aliás já era de se esperar. Então quem tiver a oportunidade veja o filme e leia o livro. Não prejulgue antes de conhecer a história. A Igreja se sentirá desonrada, mas é sabido que Ela não tem tanta honra como julga ter.

Enfim, A Bússola Dourada, assim como A Faca Sutil e A Luneta Âmbar, são histórias de ficção e como tanto merecem respeito. Admiro quem lê um livro ou vê um filme e consegue tirar proveito de uma boa história, seja ela baseada em fatos reais ou simplesmente fictícia. Nem tudo é perfeito na vida, mas algum proveito tiramos dela, pois do contrário não viveríamos.

A todos, desejo um natal, ou um dia 25 com muita tranquilidade e alegria. Desejo também muita saúde e paz. Cada um com sua crença e com amor no coração faremos desse mundo um lugar melhor para as futuras gerações.

No final da página do Labirinto do Sol e da Lua há um dos trailers do filme. Dê uma pausa na música que toca no Labirinto e aguarde o carregamento do vídeo.

Fiquem bem!

Por Bruxinhachellot

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Feliz Natal!?


Para aqueles que acreditam na magia do natal e aqueles que acham-no um dia comum e sem sal.

Canção de Natal Otimista

Botei meu sapatinho
Na janela do quintal
Papai Noel deixou
Meu presente de Natal

Como é que Papai Noel
Não se esquece de ninguém
Seja rico ou seja pobre
O velhinho sempre vem.

***

Canção de Natal Pessimista

Tirei meu sapatinho
Da janela do quintal
Papai Noel roubou
Meu presente de Natal

Como é que Papai Noel
Sempre esquece de alguém
Seja rico ou seja pobre
O velhinho nunca vem

(Versão da Bruxinhachellot)

O Natal para uns é um dia mágico, onde a família se reúne, tem uma farta mesa e a famosa troca de presentes. Para outros, o Natal é um dia triste, pois a violência, a fome e a miséria são os únicos presentes que o "bom velhinho" consegue entregar.

Fiquem bem!

Por Bruxinhachellot

sábado, 15 de dezembro de 2007

Obaluaiê - Dança Típica


O Grande mestre das Almas, traz nas mãos o xaxará.
Chocalho de palha e búzios onde ele detém os segredos da morte e da vida.

"Obaluaiê está ligado ao elemento terra, sendo detentor de seus segredos. Tem, também, ligação com as árvores e com os espíritos que as habitam. Ele é extremamente temido e respeitado, mas, ao mesmo tempo, é indispensável, com uma atuação muito grande dentro dos rituais do Candomblé. Todos o temem, por enviar as doenças, muitas vezes, como castigo ou como desígnios divinos para uma renovação da vida. Da mesma forma que ele traz as enfermidades (como lepra, peste, eczemas, varíola, malária, etc., que provocam alteração na temperatura corporal), traz também a cura para elas. Segundo as antigas lendas, Obaluaiê nasceu com o corpo todo coberto por chagas, que ficavam escondidas sob suas vestes de palha. Foi através da sua própria força interior que ele conseguiu curar-se e também desvendar os segredos das doenças que atingem os seres criados. Assim como Ossain, que usa as folhas para curar, Obaluaiê usa seu xaxará para limpar a Terra de todas as doenças e pragas. Esse orixá também tem um papel fundamental nos ebós realizados pelo Candomblé, que são rituais especificamente utilizados para afastar espíritos obsessores ou influências maléficas. Obaluaiê tem um grande poder sobre os eguns (espíritos desencarnados) e ancestrais, controlando-os com seu xaxará. Ele é um ser tão misterioso quanto a própria morte, com a qual tem uma íntima ligação. Conhece todos os seus segredos, sendo muitas vezes confundido com Ikú, o senhor da morte. Omulu é quem faz a limpeza do corpo logo após a morte, permitindo, assim, que as pessoas falecidas se desprendam desse plano de existência. Na África, ele é venerado e temido por seus desígnios, sendo considerado uma figura repressora e perigosa, que pode trazer facilmente a morte, mas, por outro lado, é o grande redentor de todas as mazelas que atingem os seres humanos."

"A Dança de Obaluaiê tem origem no culto ao orixá de mesmo nome, que faz parte do panteão do candomblé africano. Ao contrário das danças típicas da região amazônica, a Dança de Obaluaiê é uma manifestação cultural que existe em várias regiões do Brasil, tendo sido introduzida na Amazônia, e também nas demais regiões do país, no tempo do Brasil colonial. Hoje, não é tão comum ver esse tipo de apresentação em eventos folclóricos comuns. É mais facilmente encontrada em terreiros de camdomblé ou umbanda e também em centros de defesa da cultura afro-brasileira. É uma dança que pode ser encenada por homens ou mulheres.

Obaluaiê, orixá da morte que, segundo a mitologia africana, teria o corpo coberto de chagas, se apresenta nos terreiros de camdomblé envolto num manto de palha-da-costa que o cobre desde a cabeça, deixando que vejam apenas dos joelhos para baixo. Por isso, durante a dança, é assim também que os dançarinos se apresentam.

O início da apresentação é marcado por uma invocação ao orixá que é repetida por um grupo de músicos que formam um coro. No final da invocação, são apresentados seis orixás como parte da apresentação. Todos eles rendem homenagens a Obaluaiê. O acompanhamento musical é feito com instrumentos de pau, de corda e de sopro como: Curimbós, maracás, ganzáz, banjos, cacetes e flautas.

A vestimenta para essa dança é composta de uma saia de renda rodada que vai oculta por uma segunda saia feita de palha-da-costa com búzios adornando a pala. Cobrindo toda a cabeça do dançarino, vai uma espécie de terceira saia. A cabeça toda, inclusive o rosto, ficam completamente cobertos por esse acessório que se alonga até as coxas, cobrindo também boa parte do corpo. São usados também muitos colares e guias de contas, parecidas com as que são utilizadas pelas mães e pais de santo em trabalhos das religiões afro-brasileiras. A palha também é amarrada nos braços e pernas. Dança-se descalço."


O Brasil é tão grande, vasto e diversificado, que muitas coisas não são de conhecimento público de todos. Tento fazer minha parte colocando aqui alguns assuntos de cunho culturais. Espero que apreciem.


Fiquem bem.


Por Bruxinhachellot.

sábado, 8 de dezembro de 2007

A Música


Um tom de encanto e magia,
Enaltece o meu ser.
Deixando-me vagar na fantasia
De uma sintonia - Renascer...

Entre o dó e o si,
Contorna-se a imagem da ilusão.
Sonhando estar junto a ti,
No embalo de uma canção.

Toda nota tem seu valor,
Seu ritmo, sua entoação.
E toda palavra de amor,
Enternece uma paixão.

O som é uma voz,
Que circula o ar.
Que invade todos nós,
Como o brilho do luar.

A sinfonia de uma canção
É como o céu a mirar no mar.
É como o pulsar do coração,
Que percorre todo o ar.

A música é como uma nuvem de algodão.
É como o brilho do olhar.
Afasta-nos da solidão
E nos permite sentir e sonhar.
*
Autora: Bruxinhachellot
*
Essa poesia foi escrita quando ainda era menina, quase uma mulher. E já naquela época eu amava a música, uma outra forma de poesia.
*
Fiquem bem.
*
Por Bruxinhachellot

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Caçador de Mim - Letra de Música


Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue as paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir das armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sorrir
Eu, caçador de mim.

Cantor: Milton Nascimento

Senti vontade de postar a letra dessa música que acho simplesmente maravilhosa. Espero que gostem. Quem não conhece pode clicar num dos vídeos na parte esquerda da página e ouvir essa linda canção.

Fiquem bem!


Por Bruxinhachellot

sábado, 24 de novembro de 2007

Cabelos Brancos


Sedosos, anelados e brancos como as nuvens num amanhecer ingênuo
Entrelaçam sonhos e razões inconseqüentes
São almas envelhecidas e sábias que a um velho cajado apóia
Espreitando pelas frestas do infinito e regando as tenras sementes
Sorvendo o tempo como deuses revestidos de glória

Revoltos, lisos e brilhantes como a luz da Lua refletida no mar
Embaraçam caminhos e segredos irrevelados
São idéias perdidas e ilusórias que a um homem devora
Escondendo suas mágoas e enterrando sentimentos calejados
Transpirando as lágrimas como a água que da terra evapora

Aprumados, crespos e fortalecidos como a terra molhada pela chuva
Enlaçam metas e conhecimentos profundos
São vivências assumidas e gravadas no labirinto da memória
Exigindo seus valores e soerguendo vitórias por todos os mundos
Exalando coragem como os grandes heróis da história

Autora: Bruxinhachellot
***
Respostas ao enigma da postagem anterior:
  1. O futuro.
  2. O passado.
  3. O presente.
  4. O presente só existe porque o futuro vira passado.
  5. Existe só o presente, ou só o passado e futuro. Ou nenhum, pois só existe se existirem os outros dois.
  6. O tempo.
  7. O tempo.
  8. O mundo.

Fiquem bem!

Por Bruxinhachellot

domingo, 18 de novembro de 2007

Enigma


Este livro (imagem acima), escrito por Michael Ende, intitulado Momo e o Senhor do Tempo é uma excepcional obra-prima da literatura. Outra obra também de conhecimento público e tão excepcional quanto Momo é A História Sem Fim (do mesmo autor), que foi ridiculamente transformada em filme. Momo é uma garotinha simples que possui uma habilidade especial - saber ouvir. Quantos de nós sabemos ouvir? Não no sentido da audição em si, mas demonstrando interesse pelo que ouvimos, na medida de sermos capazes de não interromper a fala do outro ou os sons naturais. Quando alguém desabafa seus medos, somos capazes de ouvi-los de forma que esse alguém se sinta mais aliviado e confortado? Ao ouvirmos o som da chuva, somos capazes de distinguir a beleza e o encanto de tal som? E o som das plantas se movendo? Somos capazes de entendê-los? A música da vida, nós conseguimos ouvi-la? Difícil responder, mas Momo consegue tudo isso e mais além. O livro é uma fábula, um conto-romance que encanta tanto crianças como adultos.
O livro, além de rica ilustração da capa e de instigante conteúdo, contém uma maravilhosa aula de como o ser humano deveria usar o seu tempo. Não é nem de longe um livro de auto-ajuda, mas que liberta o pensamento e nos faz refletir sobre a vida e como gastamos nosso tempo com ela.
Deixo aqui um enigma descrito no livro e que liberou meu pensamento mostrando-me caminhos que eu conhecia, mas que não me eram, até o momento, interessantes.
*
"Moram numa casa três parentes,
ou melhor, três irmãos diferentes.
Mas cada um se parece com os outros dois.
O primeiro não está, só vai chegar depois.
O segundo não está, já foi embora.
Só o terceiro está em casa agora.
Sem ele não haveria os outros no mundo.
E ele existe porque o primeiro vira o segundo.
Se você olhar bem não vai ver o terceiro,
só vai enxergar o segundo ou o primeiro.
Então me diga: serão os três apenas um?
Ou serão dois, ou até nenhum?
Esses senhores são os três governantes
de um mesmo reino, dos mais importantes,
e que é eles mesmos além dos mais.
Dentro desse reino eles são iguais."
Autor: Michael Ende
*
Perguntas:
  1. Qual irmão só vai chegar em casa depois?
  2. Qual irmão já foi embora?
  3. Qual está em casa agora?
  4. O que significa: "E ele existe porque o primeiro vira o segundo."?
  5. E a frase: "Se você olhar bem não vai ver o terceiro, só vai enxergar o segundo ou o primeiro."?
  6. Qual é o grande reino que os três governam juntos?
  7. O que significa "...e que é eles mesmos?"
  8. Que casa é essa em que mora os três irmãos?
Aguardo as respostas nos comentários vindouros.
*
Fiquem bem!
***
PS.: Respostas na próxima postagem do Labirinto.
Por Bruxinhachellot

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Desafio ao Blogueiros - 8 Comentários


A blogosfera está inundada de memês, mimos, premiações e afins. Tive a idéia de criar um desafio ao blogueiros. Cada blog desafiará 8 blogs à postar os comentários pessoais feitos em 8 blogs. Como assim? Quando lemos um texto em um blog nos identificamos com ele ou simplesmente achamos por bem comentar. Esses comentários, sejam eles criativos, inusitados, de humor ou que saiam do fundo da alma, serão postados em seu blog. Será um total de 8 (oito) comentários pessoais, um para cada blog. Ao lado de cada comentário, escrever o título do texto (se houver) e o nome do blog ou endereço onde foi feito o comentário. Segue abaixo os 8 comentários que fiz em 8 blogs.

  • Ficamos cansados de ser aquilo que não somos, de fazer aquilo que não desejamos e de viver a verdade que não construímos. => http://anjodemonio.blogspot.com
  • Um mundo sem leitura é um mundo seco e deserto de sentimentos e conhecimentos... A leitura une pensamentos e torna menos distante o mundo em que vivemos. => Leia-se o mundo - http://desambientado.blogspot.com/
  • Há dentro de nós um grito inconsciente de viver como qualquer pessoa, sem restrições e abandono. Não ser mais um excluído e viver plenamente feliz. => Onde não há natal - http://poemasdeandreluis.blogspot.com
  • Um sonho de mágicos encantos onde um sorriso sai da cartola e se espalha a todos os olhares admirados por tão explêndido espetáculo. => O Mágico - http://profeciaeterna.blogspot.com
Passo o desafio aos blogs descritos acima, ao lado de cada comentário.

Fiquem bem!

Por Bruxinhachellot

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ciranda


"É muito comum no Brasil definir ciranda como uma brincadeira de roda infantil, porém na região Nordeste e, principalmente, em Pernambuco ela é conhecida como uma dança de rodas de adultos. Os participantes podem ser de várias faixas etárias, não havendo impedimentos para a participação de crianças também.
É uma dança comunitária que não tem preconceito quanto ao sexo, cor, idade, condição social ou econômica dos participantes, assim como não há limite para o número de pessoas que dela podem participar. Começa com uma roda pequena que vai aumentando, a medida que as pessoas chegam para dançar, abrindo o círculo e segurando nas mãos dos que já estão dançando. Tanto na hora de entrar como na hora de sair, a pessoa pode fazê-lo sem o menor problema. Quando a roda atinge um tamanho que dificulta a movimentação, forma-se outra menor no interior da roda maior.
Os participantes são denominados de cirandeiros e cirandeiras, havendo também o mestre, o contra-mestre e os músicos, que ficam no centro da roda. Voltados para o centro da roda, os dançadores dão-se as mãos e balançam o corpo à medida que fazem o movimento de translação em sentido anti-horário. A coreografia é bastante simples: no compasso da música, dá-se quatro passos para a direita, começando-se com o pé esquerdo, na batida forte do bombo, balançando os ombros de leve no sentido da direção da roda. Há cirandeiros que acompanham esse movimento elevando e baixando os braços de mãos dadas. O bombo ou zabumba, mineiro ou ganzá, maracá, caracaxá (espécie de chocalho), a caixa ou tarol formam o instrumental mais comum de uma ciranda tradicional, podendo também ser utilizados a cuíca, o pandeiro, a sanfona ou algum instrumento de sopro.
O mestre cirandeiro é o integrante mais importante da ciranda, cabendo a ele "tirar as cantigas" (cirandas), improvisar versos, tocar o ganzá e presidir a brincadeira. Ele utiliza um apito pendurado no pescoço para ajudá-lo nas suas funções. O contra-mestre pode tocar tanto o bombo quanto a caixa e substitui o mestre quando necessário. As músicas podem ser as já decoradas, improvisadas ou até canções comerciais de domínio público transformadas em ritmo de ciranda. Pode-se destacar três passos mais conhecidos dos cirandeiros: a onda, o sacudidinho e o machucadinho. Alguns dançarinos criam passos e movimentos de corpo, mas sempre obedecendo a marcação que lhes impõe o bombo. Não há figurino próprio. Os participantes podem usar qualquer tipo de roupa e a ciranda é dançada durante todo o ano."

Uma das cirandas mais conhecidas é a de Antônio Baracho da Silva:

Estava
Na beira da praia
Ouvindo as pancadas
Das águas do mar

Esta ciranda
Quem me deu foi Lia
Que mora na ilha
De Itamaracá

Por Bruxinhachellot.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Feliz Halloween


ORAÇÃO PARA A LUA (Oração da Bruxa)

Oh! Lua! tocai minha face
Não permitas que eu vague pelas trevas
Mãe, proteja-me dos ventos ignorantes
Poupe-me da chacota e dos grilhões
Envolva-me em seu pálido manto
Não deixe que os tentáculos da inveja me segure
Expulsa os lamentos aterrorizantes
Guia-me pelo caminho iluminado
Guarde meu espírito das agonias vindouras
Proteja-me da foice inquisitiva
Abriga-me sob seus raios fulgurantes
Esconjura a raiz da perfídia
Acolha meu coração turbulento
Oh! Lua! Dai-me sua bênção infinita
Recolha-me para a eternidade de sua glória.
***
Autora: Bruxinhachellot
***
Aos que comemoram o Halloween no dia 31 de Outubro, desejo um dia feliz e com muitas emoções.

Obs.: Esse poema-oração já foi postado nos primórdios do labirinto e depois de mais de um ano volta para ilustrar a data de hoje.

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot.

domingo, 28 de outubro de 2007

Você


Sei que venho estado afastada da blogosfera por algum tempo. Por motivos de trabalho que nessa época do ano me estressam e deixam-me exausta, não pude visitá-los nem postar nada em meu labirinto. Vamos dizer que o labirinto esteve suspenso no tempo por alguns dias e voltará ao normal em breve. Algo como um retiro para trabalho e agora para descanso. É difícil ficar sentada digitando quando sua coluna parece ferro retorcido. E as pessoas dizem que trabalhar sentada é moleza. Imagine ficar 13 horas direto em frente ao computador, sem internet e com um monte de gente te evitando porque o que faz é sigiloso. Calma não é nada fora da lei. São só 42 provas escolares que entram e saem de sua cabeça e você tem que ficar conferindo todas elas, depois de tê-las digitado, em busca de erros. Apesar do fato real de que "errar é humano", em alguns serviços errar é a maneira mais rápida de voltar a ler os classificados de emprego do jornal. Mas vou ficar bem. Só preciso de uns dias de descanso e dias alegres para voltar a ser eu novamente. Não serão muitos, prometo! Afinal só tirarei férias em Janeiro e aí o labirinto estará "fechado para balanço". Deixarei vocês com um presente, não é nada tão caro ou tão importante, mas é algo que diz muito de mim. Uma garota de dez anos, após ler muitos livros e poesias de escritores famosos e desconhecidos resolveu escrever seu primeiro poema e, depois dele nunca mais foi a mesma, pois muitos se juntaram a "ele" como irmãos eternos. Eis meu primeiro poema, rabiscos de uma criança que desejava somente sonhar que veio ao mundo com um motivo a mais para sonhar.


VOCÊ

VOCÊ PALAVRA PEQUENA,
QUE TRADUZ TANTA EMOÇÃO.
VOCÊ PESSOA AMENA
QUE SE CHAMA ILUSÃO.

VOCÊ SOL E LUA,
VOCÊ TERRA E MAR.
VOCÊ MINHA FORMOSURA.
VOCÊ MINHA ALMA FUGÁS.

VOCÊ MEU GRANDE AMOR.
VOCÊ MINHA GRANDE PAIXÃO.
VOCÊ MINHA VIDA E SONHO,
QUE MORA EM MEU CORAÇÃO.

VOCÊ CRIANÇA DE RUA,
QUE TANTAS ESPERANÇAS ME TRÁS.
VOCÊ MINHA ALEGRIA FUTURA.
VOCÊ REPRESENTANTE DA PAZ.

Autora: Bruxinhachellot
*****
Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Rabiscando


Rabisco versos como quem coleciona sorrisos
A cada estrofe alimento minh’alma de sonhos
Rabisco o sol, a lua, as estrelas e a luz da vida
A cada segundo surpreendo-me com novos rabiscos
Como uma criança a empinar pipas a cada rosa colhida

Rabisco flores num jardim de palavras
A cada linha construo ondas de puro deleite
Rabisco o mar, a chuva, o orvalho e as lágrimas da saudade
A cada momento caminho pelo reino das fadas
Como dois enamorados em olhares de cumplicidade

Rabisco sentimentos como quem dança ao luar
A cada palavra carrego tesouros sem conta
Rabisco o carinho, a dor, a paixão e o mais puro amor
A cada suspiro inspiro-me de sons e me ponho a dançar
Como uma bailarina a rodopiar na poesia energizada de calor

Rabisco verdades e mentiras numa insensatez sem igual
A cada letra transponho barreiras reais e imaginárias
Rabisco mundos, espaços, universos e dimensões do meu ser
A cada pensamento presumo não haver começo nem final
Como uma explosão que parte do nada para enfim renascer

Autora: Bruxinhachellot

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot

sábado, 6 de outubro de 2007

Elo


Muitos são os amigos que encontrei nesse mundo bloggeiro. 99,99% eu nunca vi pessoalmente, mas conheci-os através de suas histórias, suas palavras, seus sentires. Mesmo vivendo em cidades, estados e até países diferentes, vivemos como irmãos, amigos, uma família. Um labirinto de culturas diversas descortinou-se a minha frente e não tive medo de explorá-lo. Conhecemos a personalidade de cada pessoa quando lemos seus escritos, que muitas vezes nos emocionam ou nos fazem cair na gargalhada. Outras nos fazem pensar, refletir, criticar e às vezes até tentamos interferir na vida alheia. Criou-se um grande elo que a cada dia se expande tornando-se interminável. E é por causa desse elo que dedico a todos os que visitam o Labirinto do Sol e da Lua, mesmo aqueles que só dão uma espiadinha e logo vão embora o "Elo" - Corrente da Amizade. Não irei especificar os blogges. Sintam-se à vontade de pegar o selo e distribui-lo a quem por ventura merecer sua amizade.
Agradeço a amiga Maria do blogg "A alma não está à venda" http://vahalla.blogs.sapo.pt pela amizade e a todos os amigos caminhantes desse labirinto.

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot.

sábado, 29 de setembro de 2007

Música: Espirais


Depois do céu tem outro céu
Ou nem o céu existe mais?
Será que o Sol é de papel?
Será que as nuvens são de gás?
Se o mar começa n'outro mar
Quem é que tira o sal do sal?
Antes do dia começar
A noite é quase imortal
***
Se nada tem um fim
Quem é que fez o não?
Se a nossa vida quer assim
***
Eu viajei no tempo só por você
E me perdi no final
Quando encontrei seu olhar
Nossos destinos desenhando espirais
Eu entendi o sinal
Pelo seu jeito de rir pra mim
***
Se existe outra dimensão
Em que você não é você
Quem é que sabe a direção
Pra encontrar quem não se vê?
Se o tempo sempre tem razão
Que tudo sempre vai mudar
Pra que manter os pés no chão
Se todo mundo quer voar?
***
Eu viajei no tempo só por você
E me perdi no final
Quando encontrei seu olhar
Nossos destinos desenhando espirais
Eu entendi o sinal
Pelo seu jeito de rir pra mim
---
Cantora: Marjorie Estiano
******
Senti uma imensa vontade de postar essa música que muito me encanta e que diz muito do que me vai na alma. Espero que tenha gostado da letra. Caso queira ouvir a canção clique num dos vídeos do lado esquerdo da página, exceto o segundo. Não esqueça de ir antes até o fim da página e dar uma pausa na música Angel que toca neste labirinto, lá onde as borboletas sobrevoam belas imagens.
--
Fiquem bem.
Por Bruxinhachellot

sábado, 22 de setembro de 2007

Fandango


"Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil o fandango é um espetáculo popular que engloba romance, dança, música, anedotas, ditos, lendas e orações. É uma festa em homenagem aos marujos, que acontece na época natalina.
O fandango é um auto popular, já tradicional no início do século XIX e constitui-se numa convergência de cantigas brasileiras e de xácaras portuguesas (narrativas populares em versos), distinguindo-se a Nau Catarineta.
O espetáculo desenvolve-se em um tablado, armado em frente à igreja ou em qualquer outro local ao ar livre. O elenco é composto pelo mar-e-guerra, imediato, médico, piloto, mestre, contra-mestre, duas alas de marujos e dois palhaços, o Vassoura e o Ração. Os personagens vestindo fardas de oficiais da Marinha e marinheiros, cantam e dançam ao som de uma orquestra de corda (violino, viola e violão). Há um cortejo de abertura que canta e recita episódios da vida no mar. O enredo é basicamente o seguinte: uma nau por causa de uma tempestade, vagou pelo oceano durante sete anos e um dia, com a fome atacando a todos. Escolhe-se um tripulante para matar a fome dos demais, mas antes que ele seja morto, Nosso Senhor Jesus Cristo faz o milagre de salvá-los fazendo-os chegar à Espanha, enquanto o Diabo faz tudo para impedi-lo.
No Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) o fandango é um baile, uma festa, onde se executa um conjunto de danças rurais, conhecido como cateretê, com variada coreografia, que receberam influência hispânica.
Em São Paulo, Sudeste do Brasil ele é dividido em dois grupos distintos: rufado ou batido, exclusivo dos homens, marcados por sapateado forte e barulhento e o bailado ou valsado, em que os casais arrastam os pés no chão.
A Nau Catarineta é um episódio épico que lembra a Odisséia. É uma ode romanceada que pelo fascínio do seu enredo dramático e pelos mirabolantes efeitos pictóricos da coreografia, se transforma em um bailado."
Trecho da Nau Catarineta:
"Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal!
Também vejo três meninas
Debaixo dum laranjal."

Fontes: Wikipédia e Fundação Joaquim Nabuco

Por Bruxinhachellot

sábado, 15 de setembro de 2007

Coração e Paixão


- Bom dia Coração!
- Como vai meu comandante?
- Bom dia Paixão!
- Vou trabalhando a todo instante.
- O que lhe pagam para trabalhar?
- Muito amor e muito carinho.
- O que lhe dão para agradar?
- Bombom, rosas e vinho.
- E você, o que lhe agrada?
- Um beijo da pessoa amada.
- Paixão ajude-me por favor!
- Em que lhe posso servir?
- Dê-me coragem, força e amor
- E muitas emoções para sentir.

Autora: Bruxinhachellot

Ofereço esse singelo poema àqueles que sentem o Coração bater mais forte quando a Paixão toma conta de seu ser.

Fiquem bem!

Por Bruxinhachellot.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Fogo-Fátuo


Derrapo nas curvas vertiginosas de meus anseios
Dentro do peito, um acorde flui em desalinho
Sinto-me vagar em vendavais constantes
Cubro-me com ondas de sonhos e devaneios
Sou fogo-fátuo, presença inconstante.

Minha natureza transborda de emoções
Sacio minha sede na fonte lunar
Sou brisa da noite - bruma do amanhecer
Sussurrando na fresta do tempo, recrio canções
Num palco de azul profundo, poetizo meu viver.

Sou cria das fadas e conheço a magia
Do fogo, da água, da terra e do ar
Espírito pulsante, exalo calor
Conquisto espaços numa veloz ousadia
Um ser errante em busca do amor.

Autora: Bruxinhachellot
O fogo-fátuo também chamado de fogo tolo ou, no interior do Brasil, fogo corredor ou joão-galafoice é uma luz azulada que pode ser avistada em cemitérios, pântanos, brejos etc. É a inflamação espontânea do gás dos pântanos (metano), resultante da decomposição de seres vivos: plantas e animais típicos do ambiente.
Na visão folclórica do Brasil Central, os indígenas o chamam de boitatá (boi = cobra e tatá = fogo, em tupi-guarani) e significa para eles o espírito que corre atrás dos que tentam incendiar os campos. Nas lendas da Inglaterra, o herói desvira uma peça de roupa para fazer desaparecer o poder do fogo.
Os fogos-fátuos dão origens a muitas superstições populares. Alguns acreditam que são espíritos malignos que molestam ou se fazem extraviar os viajantes ou afastar alguém que tenta se aproximar (há casos de a pessoa se perder, dando voltas em um mesmo lugar sem saber pra que lado ir). Há quem os consideram como presságios de morte ou desgraças.


Fonte: Wikipédia


Em tempo, anuncio um novo capítulo de uma nova história no Caminho dos Contos - http://caminhodoscontos.blogspot.com/
Por Bruxinhachellot

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Labirinto Certificado


Recebi do amigo Alexandre do blog http://fundamentalidades2.blogspot.com/ o certificado que coloca o Labirinto entre os melhores momentos virtuais. Isso é uma honra e uma felicidade. Obrigada Alexandre. E agora como não podia deixar de ser, minha função é repassar o certificado. Assim certifico os amigos:

http://antigasternuras.blogspot.com/ do amigo Marco por trazer à tona os melhores momentos da vida de forma clara e engraçada e pelos significados e origem de expressões populares tão utilizadas no cuotidiano brasileiro.
http://nimbypolis.blogspot.com/ do amigo Nilson por proporcionar momentos de sedução e beleza em suas poesias de corpo e alma.
http://osuivosdaloba.blogs.sapo.pt/ da amiga Loba por informar de forma clara e objetiva os acontecimentos de nossa sociedade e dar-nos a pensar e refletir sobre os diversos aspectos da vida.
http://poeticaheretica.blogspot.com/ do amigo André por seus poemas de vida e arte que nos mostra diferentes facetas de beleza, de cultura e arte em forma de poesia.
http://umpoemadevezemquando.blogspot.com/ do amigo J. Vítor por dar-me conhecimentos sobre sua pátria - Portugal e suas belas poesias sempre aliadas a contextos históricos.
http://profeciaeterna.blogspot.com/ do amigo Profeta por encantar-me com a magia de suas palavras.
E a todos os demais amigos e amigas virtuais que fazem parte desse Labirinto.

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot.



sexta-feira, 31 de agosto de 2007

História de Amor Gaélicas II - A Infidelidade de Cuchulainn

Emer era a mais pura das donzelas, aquela que todos almejavam, mas que nunca retribuiu um olhar, enquanto Cuchulainn era um herói de batalhas vigoroso e destemido. Para Emer o homem com quem fosse casar deveria ter seu nome mencionado nas grandes façanhas de heróis.
Apesar de estar noivo de Emer, Cuchulainn não conseguiu manter-se fiel ao conhecer Fand, a mulher de Manannán que fora abandonada pelo Deus do mar. Fand era a mais bela mulher do Sídh (Shí - reino subterrâneo) onde Cuchulainn ficou hospedado por cerca de um mês. Ao retornar para a terra dos mortais, ele combinou com a deusa Fand um encontro em seu próprio território, junto ao teixo no promontório da praia de Baile. Mas Emer tomou conhecimento do encontro e partiu para lá com cinquenta criadas, cada uma armada de faca para matar a rival.
Cuchulainn, ao estilo de herói, não entendeu por que Emer não se alegrou com o fato de revezar-se com a outra que era linda e vinha de elevada raça dos deuses. Emer rendeu-se majestosa, não recusando a mulher que seu noivo desejava, pois entendia que "tudo o que é novo parece belo, e tudo o que é comum parece amargo, e tudo que não possuímos parece-nos desejável e que tudo que possuímos, menosprezamos".
O sofrimento de Emer o comoveu e então ele lhe disse que ela lhe era agradável e continuaria sendo enquanto ele vivesse. Fand por sua vez, percebendo a situação, disse que deveria ser ela a abandonada. Ela sabia o que era amar sem ser correspondida e resolveu renunciar a um amor que não era para ela. Manannán, Filho do Mar, ao saber do acontecido, lamentou ter abandonado Fand, sua amada e tornando-se invisível, menos para ela, pede-lhe perdão e Fand aceita.
Os druidas deram a Cuchulainn e Emer uma poção do esquecimento, para que Cuchulainn esquecesse seu amor por Fand e Emer seu ciúme.
***
Fonte: Mitos e Lendas Celtas (Charles Squire)
***
Essa é a parte final de Mitologia Celta.
***
Por Bruxinhachellot

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Rosa e Sangue


Chama que arde. Teia que domina. Selvagem dança da noite. Rubra vertigem. Lembranças disformes. Abandono. Clamor mudo. Alma inerte. Instantes fugazes. Rodopios libertinos. Rajadas de frios sentimentos. Toque aveludado. Magia. Batimentos frenéticos. Cegueira submissa. Cálida insensatez. Fantasia. Abismo de ilusões. Palavras ocas. Sutilezas vazias. Suave frescor. Sórdido espinho. Loucura. Ferida insana. Despedaçada. Manchada de sangue. Rosa pisoteada. Foice perversa. Não mais sonho. Não mais amor. Não mais vida. Só vazio. Escuro. Nada.

Por Bruxinhachellot.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Boi-Bumbá ou Bumba-meu-Boi


A origem do Boi-Bumbá remete ao século XVIII, resultante das divergências e do relacionamento entre os escravos e os senhores nas Casas Grandes e Senzalas. Refletia as condições sociais de negros e índios.
A festa do Boi-Bumbá ou festa do Boi, tem sua origem no Nordeste do Brasil, onde derivou de outra dança típica, o Bumba-meu-Boi. A história do Boi-Bumbá é idêntica a do Bumba-meu-Boi, é uma espécie de ópera popular, cujo enredo desenvolve-se em torno da lenda do fazendeiro que tinha um boi de raça, muito bonito e querido. Em Parintins, no estado do Amazonas, as apresentações do boi desenvolvem-se com o enredo que conta a história do negro Francisco, funcionário da fazenda, cuja mulher Catirina estava grávida. Catirina teve o desejo de comer a língua do boi e com medo de que sua mulher perdesse o filho caso o desejo não fosse atendido, o negro Francisco resolve roubar e matar o boi preferido de seu patrão. O fazendeiro descobre e manda os índios caçarem o negro Francisco, que busca um pajé para ressuscitar o boi. O boi renasce e tudo vira uma grande festa.
O imaginário indígena e figuras religiosas como pajés e feiticeiros foram incorporados as tradições da festa. Por isso, durante o Festival Folclórico de Parintins, a cidade é chamada de "Ilha Tupinambarana" e os Bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul), se apresentam no Bumbódromo, uma espécie de Sambódromo (arena). A origem dos nomes dos bois, mais aceita, refere-se ao poeta Emídio Vieira e seu amor proibido pela mulher de Lindolfo Monteverde. Como não podia ter a mulher de Lindolfo, Emídio lançou um desafio ao outro: que ambos apresentassem seus bois todos os anos em um festival. Emílio: "Se cuide que este ano eu vou caprichar no meu boi"; Lindolfo: "Pois capriche no seu que eu garanto o meu". Assim nasceu o nome e a rivalidade aumentava a cada ano.
No Maranhão, o Bumba-meu-Boi consiste na brincadeira que faz dançar, cantar e tocar em volta de uma carcaça de boi bailante e um agregado de pessoas que se tratam por brincantes. A festa começa no mês de Março, após as arrecadações para a brincadeira, quando começam a montar as roupas e o próprio boi, sendo feito em fibra de buriti e seu couro de veludo revestido por missangas, e só termina após a morte do boi que geralmente é em Outubro.

Fontes: Wikipédia e http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/boibumba.htm

Por Bruxinhachellot.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Lua


A Lua não é Lua quando não é vista,
Porém é Lua, e Lua mais terrena e mais perfeita
quando fulgura, cheia, em pleno céu,
a dar-se toda no ato de brilhar,
a desfazer-se em luz por sobre todos.

Autor: Péricles Eugênio da Silva Ramos

Um brinde à Lua.

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot

domingo, 5 de agosto de 2007

A vida não é um conto de fadas


O mundo encantado pode estar em qualquer lugar. No entanto, muitos não o vêem, pois está revestido de cinza, manchado de vermelho e, sobretudo, ornado de sonhos perdidos. Como acreditar num mundo encantado, se o mundo é um profundo desencanto? O mundo encantado pode estar dentro de um casebre de tijolos ou debaixo de uma ponte? Pode estar na mesa mal servida ou no pão-duro jogado no chão? Pode estar num sinal, de mãos estendidas ou no empurra-empurra de uma caixa apinhada de corações palpitantes? Pode estar na rodoviária nauseada onde fluxos migram a todo instante? Pode estar na migalha recebida no fim do mês ou na esmola jogada a esmo sem reconhecer rosto ou pronunciar palavra? Pode estar nas injustiças cometidas pelos representantes legais da nação ou nas promessas vazias de significado e impregnadas de corrupção? O mundo encantado pode estar na mão que carrega a dizimação dos inocentes ou no corpo dos ignorantes? Pode estar na esquina com uma bolsinha ou na bala perdida e desatenta? Uma blasfêmia pode conter um mundo encantado se proferida às avessas? Se não há castelos, carruagens, sapato de cristal, príncipes e princesas, então há a esperança, a confiança, a luta por melhores dias, o trabalho, o amor, a união e a fé. Salvo o desapego, a desconfiança, o suicídio, a ladroagem, o ódio, a violência e o escárnio. Em um mundo encantado não há heróis e vilões?

"A vida não é um conto de fadas mas podemos acreditar nela enquanto o sempre existir."

Autora: Bruxinhachellot.

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Histórias de Amor Gaélicas - I

Os historiadores observaram que as histórias míticas dos celtas talvez sejam a origem dos romances de cavalaria da Europa Medieval. Uma delas parece ter inspirado a maior história de amor de todos os tempos, Romeu e Julieta, que na versão original seria Baile e Ailinn.
Eles eram régios de nascença. Baile, herdeiro de Ulster, e Ailinn, neta do rei de Leinster. Contudo não haviam se separado por causa da inimizade entre Montecchios e Capuletos, mas pela artimanha de um inimigo espectral. O casal combinara de encontrar-se em Dundealgan, e Baile, que chegara antes, foi recebido por um estranho. Ele disse a Baile que Ailinn tinha partido ao encontro de seu amado, mas os homens de Leinster a impediram, e seu coração sucumbiu de dor. Baile ao ouvir triste notícia, não resistiu e tombou ao chão morto na praia. Um mensageiro fora até a casa de Ailinn, que ainda não tinha partido e lhe disse que vinha do Ulster, próximo da praia de Dundealgan, onde vira alguns homens erguendo uma lápide e nela lera o nome de Baile. Aillinn também não resistiu. Dizem que de sua sepultura nasceu uma macieira, cujas maçãs exibiam a semelhança do rosto de seu amado e ao mesmo tempo, no túmulo de Baile, surgiu um teixo assumindo a aparência de Ailinn. Segundo a lenda, as duas árvores foram derrubadas e transformadas em varinhas de condão, nas quais os poetas do Ulster e de Leisnter entalhavam as canções de tragédias de amor de suas duas províncias, em ogam.
Passados duzentos anos, o "Solitário" Art, rei da Irlanda ordenou que fossem levados para o salão de Tara e, assim que as varinhas de condão se viram sob o mesmo teto, elas se uniram e nada pode separá-las novamente. O rei mandou que fossem guardadas como uma das jóias de Tara.
Espero que tenham apreciado. Essa é a continuação de Mitologia Celta.
***
Fiquem bem.

Fonte: Livro - Mitos e Lendas Celtas (Charles Squire)
A imaginação nos faz voar e caminhar por caminhos desconhecidos e maravilhosos. Imaginem no blog da amiga Elisângela: http://portasdaimaginacao.blogspot.com/
Por Bruxinhachellot.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Amigo Fiel

Quando se fala em amizade vem a nossa mente
a palavra FIDELIDADE.

Mas o que é um amigo fiel?
É aquele que o entende, mas também o julga.
Protege-o das maledicências do mundo,
mas também o coloca em risco

para que possa aprender a caminhar com segurança.
Abraça-o quando a carência o aflige,
mas também lhe dá um tapa

quando você fica fora de controle.
Conhece palavras de consolo e também palavras de incentivo.
Muitas até nos ferem por serem verdadeiras.
Nem sempre está a postos quando dele necessitamos,
pois assim nos dá a chance
de encarar os problemas a nosso modo.

Sabe somar, mas também dividir
e o resultado nem sempre é o esperado,

mais o mais correto e o mais plausível.
É pau, prego, martelo e cimento pra toda obra.
Grande é seu coração, que também fica pequeno
quando a emoção aflora.

Não mede esforços para ajudá-lo
e a ajuda pode ser apenas um sorriso.

Pode pagar-lhe um lanche ou uma bebida,
sem cobrar-lhe posteriormente.

Compartilha seus sonhos, suas dúvidas,
seu carinho, sua tristeza, seu olhar.

Entende que um dia poderás partir
e guarda-o consigo em suas lembranças.
Um amigo fiel é aquele que participa das suas alegrias,
de suas conquistas e derrotas.
Levanta seu ânimo quando estás pra baixo,
mas também o faz derramar lágrimas
quando conquista uma vitória.
Um amigo fiel é simplesmente verdadeiro
em suas atitudes e sentimentos.
Ser amigo é ser você mesmo em todos os momentos da vida.
A amizade é um presente de valor incalculável
e todos nós a merecemos.

Feliz dia do Amigo!

Obs.: o dia do amigo é 20 de julho, mas quis me antecipar, pois sei que todos os dias são dias de amigos, de irmãos, de namorados, de pais e mães, de crianças, enfim de todos nós.
Por Bruxinhachellot.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Perfeição

Legião Urbana
***
"Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estrupadores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
Crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar eros e thanatos
Persephone e hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda a afetação
Todo o roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer da nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha que o que vem é perfeição..."

*****
Essa canção é do Legião Urbana, in memória de Renato Russo. Escolhi essa letra por falar de acontecimentos que ainda hoje povoam o mundo e, principalmente por ser uma forma de protesto pelo descaso do governo e da população com nosso país.

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot

sábado, 30 de junho de 2007

Deformação


Ruínas de corpos esterilizados
Marcados por grades de desespero
Vigas sangrentas migram
Através da muralha de pedra

A trilha se desintegra
Se bifurca, se trifurca
Desabam-se as sombras cavernosas
Em gélidas formas mutiladas

Gritos de espadas despedaçadas
Flechas despencam num abismo de dor
Armadilhas travam as lágrimas
Dos peregrinos padecidos nos enigmas de sal

Pequenos corrompem gigantes
A lábia cruel destroça a taverna dos risos
A névoa dissipa a ilusão
A Torre Branca jaz imune sob um céu esfumaçado

Negritude de almas em decomposição
Narinas escaldantes carregam tesouros
Asas da morte lambuzam seu veneno
Nas cordas putrefatas do destino

Autora: Bruxinhachellot

Esse poema foi inspirado em uma das aventuras de RPG (Role-Playing Game - jogo de interpretação de papéis) das quais já joguei.
Fiquem bem!
Por Bruxinhachellot


quinta-feira, 28 de junho de 2007

Mitologia Celta - Parte III


"Quebrando os mitos"

"Mito I: os druidas não eram celtas. " Equivocadamente, essa afirmação distingue os druidas dos celtas como duas vertentes distintas. Os druidas pertenciam a classe sacerdotal dos celtas, assim como o pajé é o "sacerdote" dos índios ou os padres, os sacerdotes do catolicismo. Os druidas eram médicos, juízes, professores, etc. Nem toda tribo possuía um druida ou seguia o druidismo como religião, mas eles faziam parte da sociedade celta.

"Mito II: os druidas construíram Stonehenge." O monumento foi construído a 2000 a.C., e os celtas só chegaram às Ilhas Britânicas a 700 a.C. Deduz-se que os druidas utilizaram o local para realizar suas cerimônias ao descobrirem que em Stonehenge havia um alinhamento com o nascer do Sol no Solstício de inverno.

"Mito III: Alan Kardec era um druida." Não existe uma relação entre o kardecismo e o druidismo. Alan Kardec codinome de Denizard Hypolyte Leon Rivail era professor e filósofo. A única possibilidade é a de ele ter sido a reencarnação de um druida clássico, embora para os druidas, a alma era imortal e podia ou não viver muitas vidas, mas não havia carma, recompensas ou punições como no kardecismo.

"Mito IV: Os celtas eram matriarcais e cultuavam uma deusa única." Os celtas eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses, a maioria tinha relação com a natureza. O panteão celta possuía tanto deuses quanto deusas.

"Mito V: Somente as mulheres celtas exerciam o sacerdócio." No aclamado romance "As Brumas de Avalon", as personagens seguiam o que chamavam de a Antiga Religião e cultuavam a Mãe-Deusa. Na sociedade celta tanto os homens quanto as mulheres podiam exercer o sacerdócio. Muitas mulheres eram guerreiras e lutavam junto aos maridos defendendo seu povo.

"Mito VI: Os celtas vieram da Atlântida." Não há provas a respeito disso, pois nas lendas celtas só há mensão de algumas ilhas que nada se assemelhava à Atlântida. Essas ilhas eram associadas ao Outro Mundo, local onde os celtas se dirigiam após a morte.

Fonte: http://www.druidismo.com.br/m_celtas-desmitificando.htm

Continua...

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PS: o conteúdo dessa publicação pode ser verídico ou não. Minha intenção não é a de mostrar a verdade, mas sim de publicar assuntos que possam ser discutidos e esclarecidos através dos comentários. Agradeço a todos por comentarem.

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Agradecimentos e Nomeações

Muito obrigada!
Há tanto que caminho neste labirinto e tanta coisa já vi, conheci outros mundos, outras partes de mim, que percebo o quanto isso me faz bem e por assim dizendo o quanto faz bem para outros. Sei que vim de muito longe pra chegar até aqui. Comecei há mais de um ano a caminhar por esse mundo novo e fiz amizades surpreendentes. Tudo isso é só para agradecer os comentários que recebo todos os dias e, como aprendo com eles. Agora fui agraciada com três prêmios lindos e sinto-me no dever de passá-los adiante. Se por acaso já foste agraciado com um deles, só venho confirmar o que outros já disseram.
Escolhi aqueles dentre os quais me fazem pensar, sentir e entender melhor o mundo. Continuarei a caminhar por aí, colhendo novas fórmulas e novos sentires, saboreando as doces palavras que navegam nesse mar fantástico. Breve novidades sobre a cultura celta e se acaso eu postar algo que não condiz com a realidade é porque ainda estou aprendendo e aceito de bom grado auxílio em minhas dúvidas.
Lembrando que o Caminho dos Contos (http://caminhodoscontos.blogspot.com/) está caminhando muito bem das pernas e volto a agradecer a todos que estão acompanhando as histórias que crio com carinho para quem se proponha a lê-las. Segue abaixo as indicações:

sábado, 16 de junho de 2007

Acreditar...


Rompi barreiras que travavam meus passos, galguei o azul infinito aconchegado no abraço que me permite sonhar e acreditar no sonho.
Descobri que posso seguir em frente e atingir o Sol e dele me energizar. Serei uma massa de luz incandescente e afastarei as sombras que tingem de negrume o caminho a mim destinado.
Enxerguei os sinais há tanto camuflados por nossa ignorância e rebeldia.
Ouço a voz que clama por nascer, ouço o choro de minha respiração antes sufocada e agora liberta a voar com segurança e satisfação, onde minha imaginação e fé me guiar.
Rumo para um novo alvorecer, regado a música da vida, dançando ao luar de minhas entranhas e seguindo o caminho sem medo, acreditando no impossível, vivendo o agora, o antes e o amanhã sem nunca deixar de acreditar...

Fiquem bem.

Por Bruxinhachellot

sábado, 9 de junho de 2007

Mitologia Celta - Parte II


"O impacto de uma cultura com frequência só é sentido através do tempo." Sirona Knight (Mitos e Lendas Celtas - Charles Squire)

"A mitologia Celta tem um pouco da pesada crueza repulsiva na história teutônica e escandinava. Ela é tão linda e graciosa como a grega, mas ao contrário desta, a celta reflete um clima e um solo que poucos de nós algum dia veremos..."
"A fantasia popular tinha reabilitado os velhos deuses, havia muito banidos pelo sino, pelo livro e pela vela dos padres, sob vários disfarces. Eles ainda vivem como santos há muito tempo mortos desde as primeiras igrejas da Irlanda e da Britânia, cujos maravilhosos atributos e aventuras são, em muitos casos, apenas aqueles de seus homônios originais, os velhos deuses, contados de novo." (Charles Squire)

PS.: Com o passar do tempo e o desenvolvimento dos povos surgiu-se a necessidade de remodelar as antigas crenças. Astutamente os interessados em seguir o caminho evoluído utilizaram-se dos já conhecidos e adorados deuses celtas, para criar suas próprias divindades. Pois se não há como destruí-las então, porque não aproveitá-las e construir um sólido império, embutindo na mente humana uma verdade forjada em divindades genéricas as existentes, com o intuito de dominar às massas tornando-as obedientes e temerosas.
Nossos santos, anjos e protetores, não são tão diferentes dos deuses celtas. Cada um deles teve um propósito e um destino marcado. A ignorância é que os maculou, ferindo a terra que os abrigava e espalhando o medo e o mau a todos os seres que da terra foram gerados.

Continua...

Por Bruxinhachellot

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Sentimento Atormentado


"Largo em sentir, em respirar sucinto,
Peno, e calo, tão fino e tão atento,
Que fazendo disfarce do tormento,
Mostro que o não padeço, e sei que o sinto.

O mal que fora encubro, ou que desminto,
Dentro no coração é que o sustento:
Com que para penar é sentimento,
Para não se entender, é labirinto.

Ninguém sufoca a voz nos seus retiros;
Da tempestade é o estrondo efeito:
Lá tem ecos a terra, o mar suspiros.

Mas oh! Do meu segredo alto conceito!
Pois não chegam a vir à boca os tiros
Dos combates que vão dentro do peito."

Autor: Gregório de Matos Guerra. Sonetos.

Por hora estou a coletar informações sobre essa cultura maravilhosa que é a cultura Celta. Deixo-lhes um poema de meu escritor predileto, Gregório de Matos. Fiquem bem.


O título do post é meu, nada tendo a ver com o título do soneto de Gregório de Matos, mas tendo muito a ver com o poema e com a imagem.

Por Bruxinhachellot.